Omertà: prisão no RJ faz advogado questionar delator de plano de atentado a autoridades

Documentos anexados a processo derivado da operação Omertà, que atua desde 2019 contra suspeitos de integrar máfias em Mato Grosso do Sul, questionam a credibilidade de informações que só chegam à investigação graças Kauê Vitor Santos da Silva, apontado como chefe do tráfico em Mato Grosso do Sul, e que foi preso no último fim de semana em hotel de luxo do Rio de Janeiro.

Kauê Vitor
Kauê vitor é apontado pela polícia como chefe de organização criminosa (Foto: Divulgação)

O objetivo dos advogados ao anexar essas notícias ao processo é “demonstrar que ele não tem credibilidade” para testemunhar contra os investigados na operação, segundo comentou a defesa. A ficha criminal de Kauê já havia sido apresentada na ação.

Kauê é uma peça fundamental nas investigações da operação Omertà. Isso porque ele foi responsável por entregar à direção do presídio federal de Mossoró, onde cumpria pena em uma cela ao lado das de Jamil Name e Jamilzinho, um bilhete escrito em papel higiênico com planos de atentado contra um delegado, um promotor de Justiça e outro servidor público de Mato Grosso do Sul. Este plano teria sido arquitetado pelos Name.

As informações foram repassadas ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) que, à época, deflagrou a 2ª fase da Operação Omertá.

A prisão de Kauê

No último fim de semana, Kauê Vitor Santos da Silva foi preso um hotel em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

O traficante foi preso por agentes da Desarme (Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos), quando voltava de um passeio no Cristo Redentor.

Segundo a polícia, Kauê tem várias anotações criminais, incluindo tentativa de homicídio, roubo, tráfico de drogas, furto e posse ilegal de arma, além de responder a um processo por organização criminosa e tráfico de drogas.

Ele foi preso em 2017 apontado como um dos chefes da organização criminosa envolvida em um esquema de roubo de carros. Em 2021, ele aproveitou um benefício para fugir do presídio.

A captura do criminoso aconteceu após a troca de informações entre a Desarme, a Diretoria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Mato Grosso do Sul e a Abin (Agência Brasileira de Inteligência).

Operação Omertà

A Operação Omertà, coordenada pelo Ministério Público Estadual, investiga suposta milícia do jogo do bicho que agia em Mato Grosso do Sul. Desde 2019, quando foi deflagrada, mais de uma centena de pessoas foram alvos das ações.

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