Operação Ágata descapitaliza crime organizado de MS em R$ 157 milhões

Só em drogas ilícitas foram apreendidas mais de 25 toneladas, segundo divulgou o Exército

A Operação Ágata Fronteira Oeste II, comandada pelas forças de segurança pública dos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Paraná, completou mais de 100 dias. Nesse período, a estimativa é de descapitalização do crime organizado da ordem de R$ 157,8 milhões.

agata
Da esquerda para a diretira general do Exército André Luís Novaes Miranda e o general Luiz Fernando Estorilho Barganha, durante reunião na sala de Gerra do CMO (Foto: Cristiano Arruda)

Os resultados foram anunciados durante uma conversa com a imprensa realizada nesta quinta-feira (22), no CMO (Comando Militar do Oeste), em Campo Grande.

Veja o balanço

  • Apreensão de mais de 25,6 toneladas de drogas;
  • R$ 9,7 milhões em veículos apreendidos;
  • Mais de 220 mil unidades de pacotes de cigarros apreendidos;
  • R$ 54,8 milhões em valor de escavadeiras.

Na última semana, as ações de fiscalização resultaram na apreensão de R$ 4 milhões em drogas apenas no estado de Mato Grosso do Sul. A 18ª Brigada de Infantaria de Pantanal, localizada em Corumbá, a 413 km da Capital, confiscou aproximadamente 163 quilos de cocaína na região fronteiriça com a Bolívia.

O general do Exército André Luís Novaes Miranda falou sobre a grande quantidade de drogas ilícitas apreendidas.

“O tráfico de drogas tem sido é o que tem mais gerado maiores apreensões ilícitas. Por esses locais há também muito descaminho, cigarro contrabandeado, mas acredito que o tráfico de drogas tem sido o maior impacto durante a operação”.

General do Exército André Luís Novaes Miranda

Em três meses, foram 45 prisões por envolvimento em atividades ilegais. O contingente empregado na operação foi de dois mil militares do Exército Brasileiro diariamente, além de efetivos das demais forças de segurança.

Ainda conforme o general, a ação segue contínua e no momento não é possível afirmar a data exata para o término. “Vai prosseguir por um tempo bom. o que diferencia das demais operações”.

O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, falou da importância do integração da segurança pública. na operação.

“A integração é um produto importantíssimo para a operação. Você consegue criar um grupo de operações e potencializar os trabalhos com a intensificação do policiamento nos pontos estratégicos e principalmente com a participação das Forças Armadas, como o exército através da Operação Agata. Assim você consegue potencializar os resultados, melhorando a qualidade de vida da população”.

Antonio Carlos Videira, secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública.

Sala de monitoramento

VÍDEO: Cristiano Arruda

As apreensões realizadas durante as incursões nas fronteiras dos três estados destacaram-se principalmente pela interceptação de drogas. Além disso, a operação contou com o suporte de uma rede de comunicação que desempenhou um papel crucial nas ações das equipes.

O subchefe do 6º Centro de Telemática enfatizou a importância dessas comunicações táticas para as tropas, destacando que essa estrutura facilitou o tráfego de informações, permitindo que chegassem aos comandos em diferentes níveis, possibilitando assim a tomada das melhores decisões.

Com os radares instalados ao longo da extensa faixa de fronteira, essas torres de comunicação permitem uma cobertura abrangente, viabilizando a ligação entre as equipes de campo e os centros de comando. 

“Essas torres permitem comunicação de toda A nossa faixa de Fronteira, o nosso torno do sul e o Mato Grosso. Permite uma ligação de quem está na ponta da linha. Então, nós temos radares instalados ao longo de toda essa faixa de Fronteiras.”

Pahins Barros, subchefe do 6 centro de telemática do CMO.

Essa integração operacional tem sido fundamental para o sucesso da Operação Ágata Fronteira Oeste II, reforçando o compromisso das forças de segurança na luta contra o crime organizado.

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