Operação Imperial: Polícia Civil apreende 23 veículos de luxo em Cuiabá

Segundo as investigações, os veículos foram avaliados em mais de R$ 2 milhões

A segunda fase da Operação Imperial foi deflagrada nesta terça-feira (5) pela Polícia Civil de Cuiabá e 23 veículos de luxo, avaliados em mais de R$ 2 milhões, estão entre os bens sequestrados pela Derfva (Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos). A operação é contra uma organização criminosa envolvida em roubo e adulteração de veículos.

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Um dos carros de luxo apreendido pela polícia (Foto: Polícia Civil)

Na primeira fase da operação, em agosto de 2021, foram cumpridas 55 ordens judiciais contra o grupo, que também cometia crimes correlatos ao roubo de veículos, como tráfico de drogas na modalidade escambo (troca de veículos, objetos de roubo/furto por entorpecentes), receptação, uso de documentos falsos, falsidade ideológica, estelionato, lavagem de capitais e outros.

Para chegar aos autores, a delegacia reuniu documentação de quando foram cumpridas 84 ordens judiciais decretadas pela 7ª Vara de Cuiabá, entre mandados de prisões, buscas e apreensões e medidas cautelares diversas contra a organização criminosa, e sequestro de valores de contas bancárias e investimentos dos investigados.

A Justiça atendeu o pedido da Polícia Civil para sequestro dos bens, com parecer do Ministério Público. Os veículos apreendidos teriam sido comprados com dinheiro dos crimes.

Modus Operandi

A investigação identificou que o grupo criminoso foi estruturado para atuar em três frentes diferentes. Uma para roubos e estrutura para cometer esses roubos, como locação de residências e uso de outros veículos; uma segunda frente fazia a adulteração dos veículos roubados, que depois eram colocados à venda em sites, e estelionatos praticados pela organização; e a terceira frente executava a lavagem de dinheiro.

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Ao longo das investigações, que vêm desde 2018, a polícia apurou o envolvimento de 25 integrantes do grupo em crimes: entre eles, 22 roubos, cinco estelionatos, três usos de documentos falsos, três crimes de falsidade ideológica e lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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