Operação investiga grupo suspeito de assalto e cárcere privado em sítio de MT
Crime ocorreu em 2024; suspeitos mataram o papagaio da família e feriram um cachorro enquanto mantinham as vítimas reféns.
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (22), a Operação Sem Livramento para cumprir 36 ordens judiciais contra uma organização criminosa suspeita de envolvimento em crimes de roubo em propriedades rurais, cárcere privado, extorsão e lavagem de dinheiro. As investigações tiveram início em novembro de 2024, após um assalto violento em um sítio no município de Nossa Senhora do Livramento (MT), onde uma família inteira foi feita refém.

Ao todo, são cumpridos 36 mandados de busca e apreensão contra 15 alvos, com endereços em Cuiabá e Várzea Grande. A operação também determinou bloqueio de até R$ 87 mil, além de quebra de sigilo e acesso a dados dos investigados.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias de Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (DERFVA).
Na época, o grupo manteve cinco pessoas, entre elas crianças e idosos, em cárcere privado, amarrados por horas enquanto permanecia na propriedade. Algumas vítimas foram agredidas fisicamente e obrigadas a realizar transferências de valores via Pix para os suspeitos.

De acordo com a DERFVA, os homens entraram na casa se passando por policiais e, armados, começaram ameaçar os moradores. Como forma de intimidação extrema, os investigados mataram o papagaio da família e feriram um cachorro, com o objetivo de evitar que os animais chamassem atenção durante a ação criminosa.
Após horas de terror, o grupo deixou o local levando um carro, além de celulares, notebooks, equipamentos profissionais, ferramentas e outros bens pessoais das vítimas. Ainda na época, quatro suspeitos foram presos.
De acordo com a Polícia Civil, as apurações demonstraram que o crime não foi um fato isolado. As investigações apontam que os suspeitos atuavam de forma organizada, com planejamento prévio, divisão de tarefas e escoamento dos bens roubados a terceiros.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Maurício Maciel Pereira Junior, o avanço das apurações permitiu identificar outros integrantes do grupo, mapear a forma de atuação da organização criminosa e localizar empresas supostamente utilizadas para ocultação e lavagem de dinheiro.
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