Operação mira cúpula financeira de facção que movimentou R$ 22 milhões com tráfico

Com o objetivo de descapitalizar uma facção, polícia cumpriu 68 mandados de prisão

A Polícia Civil deflagrou a terceira fase da Operação Eclipse, nesta quinta-feira (5). A investigação mira o núcleo financeiro de uma facção criminosa responsável por movimentar mais de R$ 22 milhões com o tráfico de drogas em Mato Grosso.

WhatsApp Image 2025 06 05 at 07.33.17
Dinheiro apreendido na operação. (Foto: PJC)

Entre os alvos estão um “tesoureiro” do crime, sua esposa e um empresário suspeito de lavar dinheiro por meio de uma loja de roupas em Rondonópolis. A operação, coordenada pela Delegacia de Água Boa, cumpriu 68 ordens judiciais, incluindo:

Resumo da Operação

  • 5 mandados de prisão (entre eles, o casal que geria as finanças da facção);
  • 16 buscas e apreensões;
  • 16 sequestros de bens (imóveis, veículos e mais de R$ 1 milhão em valores);
  • 14 bloqueios bancários (totalizando R$ 7 milhões).

Os alvos eram peças-chave na estrutura do grupo: além de comandar o tráfico em Água Boa, o principal investigado atuava como “contador” do crime, centralizando o dinheiro do tráfico em 43 cidades de Barra do Garças a São Félix do Araguaia.

O esquema: luxo, lavagem e controle territorial

As investigações, iniciadas em 2023, revelaram um esquema sofisticado:

  • O líder financeiro morava em Rondonópolis, mas controlava o tráfico à distância, sem aparecer em Água Boa.
  • Ele mantinha prestações de contas detalhadas de traficantes em dezenas de municípios, indicando uma estrutura hierárquica rígida.
  • Seu estilo de vida alto padrão incluía caminhonetes de luxo, chácaras e viagens a resorts, tudo bancado pelo crime.
  • A esposa, também presa, ajudava na gestão e ostentava gastos exorbitantes com roupas e salões.
  • Um empresário de Rondonópolis lavava parte do dinheiro por meio de uma loja de roupas.
WhatsApp Image 2025 06 05 at 06.17.13
Polícia Civil buscava desmantelar financeiramente a facção. (Foto: PJC)

Segundo o delegado Matheus Soares Augusto, titular da Delegacia de Água Boa, a operação foi desenhada para desestabilizar a facção por dentro:

  • “Prender figuras estratégicas, como o tesoureiro, obriga o grupo a se reorganizar e causa conflitos internos”, explicou.
  • O foco em bens e contas bancárias visa secar os recursos que sustentam a organização.

A operação contou com apoio da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia de Roubos e Furtos de Rondonópolis.

FALE COM O PP

Para falar com a redação do Primeira Página em Mato Grosso, clique aqui. Curta o nosso Facebook e siga a gente no Instagram.

Leia também em Segurança!

  1. 'Renascendo das cinzas', conta mulher que perdeu casa durante incêndio em Sinop

    Eles perderam o imóvel para um incêndio que atingiu o local nessa...

  2. Erosão em Poxoréu. Foto: Welinton Mendes

    VÍDEO: novos deslizamentos são registrados após forte chuva em Poxoréu

    Fortes chuvas provocam novos deslizamentos na região do Distrito de Nova Poxoréu...

  3. ministros

    Servidores da Receita são afastados por vazamento de dados de ministros

    Mandados foram cumpridos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e...

  4. Morador é preso suspeito de abusar de criança em condomínio de Várzea Grande

    Um homem de 38 anos foi preso em Várzea Grande nessa segunda-feira...