Operação mira grupo de Cuiabá suspeito de aplicar golpes em anúncios na internet

Criminosos são investigados por fraudes eletrônicas, lavagem de dinheiro e organização criminosa; vítimas foram identificadas em nove estados.

Um grupo criminoso instalado em Cuiabá foi alvo da Operação Marketplace, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso em conjunto com a Polícia Civil do Amapá. A ação investiga crimes de fraudes eletrônicas, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Ao todo, estão sendo cumpridos sete mandados de prisão preventiva, além de bloqueios patrimoniais contra os investigados. Segundo a polícia, há vítimas identificadas nos estados de Roraima, Tocantins, Goiás, Bahia, Maranhão, Sergipe, Rio Grande do Norte, São Paulo e Santa Catarina.

Sete mandados de prisão são cumpridas em operação que investiga crimes de fraudes eletrônicas. - Foto: Polícia Civil
Sete mandados de prisão são cumpridas em operação que investiga crimes de fraudes eletrônicas. – Foto: Polícia Civil

As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Fraude Eletrônica (DRFE), com apoio da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, e começaram após o registro de boletins de ocorrência envolvendo o golpe do falso intermediário.

Com o avanço das investigações, a polícia identificou a participação de pelo menos 23 pessoas, além do envolvimento direto de internos do sistema penitenciário de Mato Grosso.

Como funcionava o esquema

Durante a operação, foram cumpridos bloqueios patrimoniais contra os investigados. - Foto: Polícia Civil
Durante a operação, foram cumpridos bloqueios patrimoniais contra os investigados. – Foto: Polícia Civil

De acordo com a polícia, o esquema funcionava a partir da clonagem de um anúncio legítimo de venda de um veículo publicado em uma rede social. O criminoso republicava o anúncio com um valor bem abaixo do mercado, o que atraía compradores.

Nesse processo, tanto o vendedor original quanto o comprador eram enganados. As duas vítimas eram induzidas a realizar o pagamento para uma conta bancária indicada pelo golpista. Logo após a transferência, elas eram bloqueadas, momento em que percebiam que haviam caído em um golpe.

Segundo os investigadores, o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas e caráter permanente, operando de maneira coordenada para obter vantagens ilícitas por meio de golpes digitais e da posterior ocultação e dissimulação do dinheiro obtido.

Os crimes de fraude eletrônica podem resultar em penas que variam de 10 a 25 anos de prisão. O caso segue sob investigação.

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