Operação revela caça ilegal de onças-pintadas na terra Myky
A PF identificou que os alvos da operação também caçavam onças-pintadas na terra indígena Myky
As investigações da primeira etapa da Operação Mykyara mostraram que os danos à Terra Indígena Myky vão além do desmatamento já identificado na região. A Polícia Federal constatou que, além da extração e receptação ilegal de madeira, o grupo investigado mantinha um histórico de crimes ambientais que incluía a caça reiterada de onças-pintadas, espécie símbolo do bioma amazônico e do Pantanal.
Além das onças, foram identificadas práticas de caça de anta e queixada, animais fundamentais para a dinâmica ecológica da região. Ao todo, nove mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades de Brasnorte e Juína (MT) durante a Operação Mykyara II.


Caça às onças
Reconhecida como espécie essencial para o funcionamento dos ecossistemas, a onça-pintada tem sido frequentemente caçada por causa do valor de sua pele e dos conflitos com ocupações humanas.
As imagens registradas pela Polícia Federal mostram os animais já sem vida, deitados no solo e sem sinais de movimentação. Os corpos apresentam características compatíveis com ferimentos, mas permanecem íntegros, permitindo a identificação das espécies.
A posição em que foram encontrados indica que os registros foram feitos ainda no local da ocorrência, sem alteração do cenário original. Esses materiais visuais compõem o conjunto de evidências reunidas no inquérito para demonstrar o impacto das ações criminosas sobre a fauna da região.
Segundo a PF, os responsáveis praticavam diversas violações ambientais, ampliando os danos já provocados no território indígena Myky.
Desmate
Com apoio de imagens de satélite, a investigação aponta que, apenas em 2024, 1.142 hectares de floresta foram devastados por corte seletivo dentro da Terra Indígena Myky, uma das áreas mais pressionadas pelo avanço da exploração madeireira no noroeste de Mato Grosso.
Os elementos reunidos no inquérito indicam que os investigados atuavam de forma deliberada e recorrente contra os felinos, reforçando a gravidade das agressões ambientais no interior da terra indígena.

Para a Polícia Federal, a revelação dos crimes contra a fauna foi decisiva para a continuidade da operação e para a deflagração da segunda etapa, realizada nesta semana.
A Operação foi deflagrada com o apoio de 55 policiais federais, para desarticular grupos responsáveis pela extração e comercialização clandestina de madeira em área protegida e investigar ameaças contra indígenas que resistiram à invasão do território.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo das Garantias da Justiça Federal em Juína.
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