Padrasto é preso após engravidar a enteada de 14 anos em Campo Grande
Vítima revelou histórico de estupros que ocorriam há pelo menos três anos; gravidez só foi descoberta após menina entrar em trabalho de parto
Equipe do Batalhão de Choque da Polícia Militar de Campo Grande prendeu, na noite de sábado (18), um homem, de 36 anos, suspeito de estuprar e engravidar a enteada, de 14 anos. À mãe, a adolescente revelou que o padrasto a abusava há pelo menos três anos.

O crime foi descoberto no fim de janeiro, após a menina entrar em trabalho de parto e ir parar no Hospital Universitário, na capital. De acordo com boletim de ocorrência, a família não desconfiou da gravidez, devido ao biótipo da adolescente.
Os primeiros sinais surgiram no início do ano, quando a adolescente foi passar férias na casa da bisavó, em Corguinho. Ela chegou ser levada ao posto de saúde, após apresentar dores abdominais. Na ocasião, o médico afirmou que a situação não era grave e apenas receitou antibióticos.
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No dia 27 de janeiro, a menina voltou a passar mal, quando a mãe optou por levar a filha até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Vila Almeida. Após exames, o médico informou a mulher sobre a gravidez da adolescente.
Foi aí que a menina acabou sendo transferida para o hospital. O bebê nasceu no dia 28.
À polícia, a mãe da vítima de estupro contou nunca ter desconfiado do companheiro, com quem vivia um relacionamento há 11 anos. Criada desde os três anos pelo padrasto, a menina, segundo a mulher, chamava o autor de pai.
A filha também contou que o padrasto a abusava desde os 11 anos. Inicialmente, segundo ela, o autor passava as mãos nas partes íntimas da vítima. Meses depois, o homem passou a manter relação sexual completa com a enteada.
Revelação
Um dia após o nascimento do neto, a mãe da adolescente chegou a conversar com a menina, acompanhada do companheiro. Na ocasião, por medo, a vítima acabou não revelando que o pai do filho era o padrasto.
A adolescente chegou a falar que havia conhecido uma pessoa, em junho do ano passado, mas, pelo curto tempo, a mulher julgou não ser possível a filha ter concluído a gestação. No dia seguinte (31), a vítima acabou entregando o autor, na presença da mãe e da avó.
A polícia foi acionada e prendeu o homem, que estava na sala de espera. Porém, ele acabou sendo posto em liberdade e, até sábado, era considerado foragido após a Justiça expedir mandado de prisão preventiva contra ele, dias depois.
A prisão
Conforme o Choque, os militares foram informados sobre uma pessoa com as características do padrasto da menina andando pela rua das Flechas, no bairro Coronel Antonino. Preso, ele foi levado à DEAM.
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