Pai de aluno investigado por lista de 'estupráveis' na UFMT é policial federal, diz polícia
Polícia Civil afirma que autor das ameaças é pai de aluno investigado no caso da lista que classificava alunas como “estupráveis”.
Um policial federal da ativa é investigado pela Polícia Civil por ameaçar estudantes de Engenharia Civil da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, em meio à repercussão do caso da lista que classificava alunas como “estupráveis”. Segundo a corporação, ele já foi intimado para prestar depoimento, mas ainda não compareceu à delegacia.

De acordo com as investigações, o policial é pai de um dos estudantes envolvidos no caso. Acadêmicos denunciaram que ele teria ido até a universidade na última quarta-feira (14) e ameaçado alunos que participaram das denúncias contra os estudantes investigados.
Conforme relatos feitos à universidade, o homem afirmou que, caso o filho não se formasse, “os demais também não se formariam”. Após o episódio, a UFMT decidiu manter em formato remoto as aulas e atividades da turma do primeiro semestre de Engenharia Civil até a conclusão das investigações.
As ameaças são investigadas pela 3ª Delegacia de Polícia de Cuiabá. Em nota, a Polícia Civil informou que o policial federal registrou boletim de ocorrência alegando que o filho estaria sendo ameaçado por outros estudantes, motivo pelo qual teria ido até a universidade.
Paralelamente, a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) também apura o caso relacionado à lista de alunas. A delegada Liliane Diogo informou que a documentação encaminhada pela UFMT foi recebida na última semana e que testemunhas já começaram a ser ouvidas.
A universidade instaurou uma Comissão de Inquérito Disciplinar Discente para investigar os fatos na Faculdade de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia (Faet). Um estudante de Engenharia Civil também foi afastado preventivamente e passou a cumprir regime domiciliar, ficando proibido de frequentar espaços da UFMT ou manter contato com possíveis testemunhas durante as apurações.
A UFMT informou ainda que reforçou a segurança no campus e reiterou que repudia qualquer forma de violência, misoginia, discriminação ou assédio dentro do ambiente acadêmico.
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Comentários (1)
Ainda acontece pela fraqueza da legião penal. Crime doloso por servidores públicos deveria ter pena em dobro e se membro das forças de segurança, triplamente qualificada.