Passado misterioso, ameaças e presentes: como era o homem que matou mãe e filho
Vítima e autor estavam juntos há sete meses; duas horas antes do crime, casal visitou “prima de criação”
Juntos há sete meses, Daniela Luiz, de 30 anos, e o namorado, identificado como João José Furtado Nunes, de 32 anos, viviam um relacionamento conturbado, com altos e baixos, repleto de momentos carinhosos, mas também rodeado de ameaças. Quem explica a relação é uma das melhores amigas da vítima, morta a facadas, junto do filho, de 14 anos, na noite desta quarta-feira (1º).

Segundo a amiga, de 30 anos, que não será identificada, João, que também era conhecido como Jhon, trabalhava como mecânico para uma empresa terceirizada e morava em um alojamento em frente à casa da namorada.
“Ele tinha vindo pra cidade para trabalhar. A gente não sabe de onde ele veio”, afirmou a mulher, ao mencionar passado misterioso do suspeito. “Ela sempre morou ali, desde pequena. Foi ali que ela se criou, foi ali que ela fez tudo. Sete meses foram o suficiente para ele acabar com a vida dela”.
Apesar do fim trágico, a amiga conta que o começo do namoro “até que foi mais ou menos, mas mas depois ele começou a ficar meio que louco, psicopata, queria beijar ela, ela não queria…”, contou. Para evitar um possível termino, o suspeito recompensava a vítima com inúmeros presentes e não economizava nos mimos para aos filhos dela.
“Ele comprava roupa e joias para ela, roupas para as crianças. Comprava tanto açaí para o Gustavo, demostrava tanto carinho, que é difícil de acreditar”.
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A amiga também relembra ocasiões em que o suspeito afirmava que se Daniela resolvesse se separar dele, “ela não ia ficar com ninguém, porque ele era o amor da vida dela”. Isso teria sido reforçado em diversas discussões do casal. “Eles brigavam muito”.
Daniela e João chegaram a morar juntos, mas após algumas brigas o suspeito teria voltado a morar no alojamento. “Mas ele ia toda noite ficar com ela”.
Mais ameaças
Além de ameaçar a namorada, o autor também já teria ameaçado pessoas próximas a Daniela, conforme a amiga. “Minha irmã era ainda mais grudada com ela. Em uma das últimas brigas que eles tiveram, meses atrás, minha irmã entrou e ‘grudou’ no pescoço dele. Todas as vezes que eles brigavam, ele falava que ia dar um fim na minha irmã, porque ela ‘ia tirar a Dani dele’, segundo ele”, relatou a amiga.
Ontem, dia do crime, o casal chegou a ir até a casa da amiga que já havia sido ameaçada pelo suspeito. “Ele chegou a chamar ela pra ir na casa da Dani, mas ela mesmo [a vítima] bateu no ombro da minha irmã e falou pra ela ficar com os filhos, em casa”. Apesar da situação, o casal não teria brigado, na ocasião. “Eles estavam ‘de boa’”.
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