PM mãe de lutador morto em Barra do Garças expõe áudios e cobra investigação da polícia
Gabriel Pérola, de 27 anos, foi encontrado morto em casa, na noite de sexta-feira (16); caso foi registrado como suicídio, no entanto, a mãe acredita em um possível homicídio.
A sargento da Polícia Militar Heloísa Pérola, mãe do lutador Gabriel Pérola, de 27 anos, encontrado morto em casa, no bairro Jardim das Mangueiras, em Barra do Garças (MT), na noite de sexta-feira (16), expôs áudios para contestar a versão investigada pela Polícia Civil. O caso foi registrado como suicídio, no entanto, a mãe acredita que o áudio, onde é possível ouvir Gabriel, um amigo e um disparo de arma de fogo, indica um possível homicídio (ouça abaixo).
No áudio, o amigo de Gabriel aparece falando com uma pessoa a qual ele se refere como madrinha. Enquanto, a voz de Gabriel aparece ao fundo questionando o que teria na sacola. De repente, é possível ouvir o som do disparo.
- Amigo: “É o seguinte, madrinha, quando eu saí da cadeia…
- Gabriel: “O que é isso na sacola aí?”
- Amigo: “Tem uns vizinhos aqui que têm uns três cachorros, esses cachorros vivem latindo, dia e noite. Nem minha coroa não dorme, ninguém dorme pela pertubação dos cachorros. Aí teve um dia, que eu peguei, estava com a minha ex-mulher, aí eu soltei um foguete comemorando a morte de um inimigo…”.
- Gabriel: “Tá fazendo isso para quê?” (som do disparo de arma de fogo).

Segundo Heloísa, Gabriel e o amigo se conheciam desde crianças. No entanto, enquanto Gabriel seguiu o caminho do esporte, esse amigo atualmente seria integrante de uma facção criminosa. Ao Primeira Página, ela contou que o filho havia prestado serviços como personal trainer para um homem, que também seria membro de uma facção e não teria gostado quando o lutador cobrou pelas aulas.
“O Gabriel e esse amigo se asfastaram, eles conversam de vez em quando. Como o Gabriel começou a sofrer ameaças de um rapaz que se dizia do Comando Vermelho, que fez umas aulas e não queria pagar, ele voltou a puxar assunto com esse amigo para tentar descobrir se o rapaz era da facção mesmo ou não”, explicou.
Para Heloísa, o áudio do amigo foi enviado como uma forma de despistar a investigação. Ela afirma que a fala dele não faz sentido e que Gabriel parece estar dopado. Em outro registro, esse mesmo amigo aparece dizendo que não encaminhou o áudio para a polícia porque poderia prejudicá-lo, já que é possível ouvir ele dizendo que “estava comomorando a morte de um inimigo”.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Adriano Marcos Alencar, todos os procedimentos de perícia ocorreram normalmente e as informações apresentadas por Heloísa foram adicionadas ao inquérito. No entanto, ele acredita que o contexto e os indícios anteriores e durante aos fatos, como a presença de drogas no local, não apontam para um homicídio.
O delegado afirmou que, assim que teve acesso aos áudios, ele usou a inteligência artificial para transcrever passo a passo para contextualizar, mas o material não é suficiente para procurar o Poder Judiciário ou Ministério Público. Ele destacou ainda que nenhuma hipótese é descartada até que tudo seja esclarecido.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) tem até dez dias para apresentar os laudos. Até lá, Heloísa vive entre a dor da perda de um filho e a angústia pela falta de resposta.
“Peço que as autoridades se sensibilizem. Estou sendo tratada como uma mãe doida, inconformada pela morte do filho”, desabafou.
Gabriel era lutador de Muay Thai, Kickboxing e Jiu-jitsu, e trabalhava como personal trainer e personal fight. Nas redes sociais, eles compartilhava a rotina de treinamento, as disputas e conquistas no esporte. Em 2025, ele foi o campeão do 34º Campeonato Brasileiro de Kickboxing, em Brasília.

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