PMA caça responsável por vídeo em que homem diz criar jaguaritica
O braço ambiental da Polícia Militar está à caça do autor da gravação, para saber se é verdade a criação do animal e cobrar explicaçõe
Depois que a polêmica história da capivara Filó e do influencer Agenor Tupinambá ganhou o país, um morador de Mato Grosso do Sul decidiu “desafiar” a polícia ambiental e o Ibama nas redes sociais; em um vídeo afirmou que cria uma jaguatirica na fazenda onde mora, que seria em Mato Grosso do Sul.
O autor da gravação cita ainda Luisa Mell, conhecida ativista pela causa da proteção aos animais. O braço ambiental da Polícia Militar está à caça do autor da gravação, para saber se é verdade a criação do animal e cobrar explicações.
“Vem aqui na minha propriedade aqui, pegar essa jaguatirica, animal silvestre”, zomba a pessoa que aparece na gravação, divulgada nas redes sociais.
O vídeo foi publicado no TikTok do morador. Nele, o homem conta que “aconteceu alguma coisa” com a mãe do filhote, que então ficou perdido pela fazenda. “
“Aqui todo mundo tratou dela, tratou bem. Ela come do bom e do melhor. Pergunta para minha jaguatirica, pergunta se ela quer ir embora. Manda o Ibama vir aqui na minha propriedade particular rural buscas minha jaguatirica”.
Nas imagens é possível ver a jaguatirica, chamada de Juliana, pedir carinho e ficar perto o tempo inteiro de uma pessoa. Não dá para identificar, pois só aparecem as mãos de quem faz gravação.
“Brinca com os porcos, dorme com o cachorro”. Por mais de uma vez, ele desafia a ativista Luisa Mell e a PMA (Polícia Militar Ambiental) a tirarem o felino dele.
Procurado
Acontece que o vídeo ganhou repercussão e chegou às mãos da polícia de Mato Grosso do Sul. Segundo o tenente-coronel Ednilson Paulino Queiroz, do setor de relações públicas da PMA (Polícia Militar Ambiental) o homem do vídeo foi rapidamente identificado. Seria o dono de extensa ficha criminal, que foi procurado pelos militares, mas até o momento, não foi encontrado.
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“Ao manter a jaguatirica da forma como descreve no vídeo, ele comete um crime previsto pela lei ambiental no artigo 29, de manter animal silvestre ilegalmente em cativeiro. A pena é de até um ano e meio, tendo em vista que a jaguatirica está na lista de espécie em extinção brasileira”, explicou o tenente-coronel Queiroz.
O responsável pelo vídeo, se confirmada a situação de crime ambiental, ainda pode receber uma multa ambiental.
“Assim que for encontrado, se a jaguatirica for dele, vamos apreender o animal e aplicar uma multa de R$ 5 mil”, explica o policial militar.
Na legislação brasileira é ilegal manter animais silvestres como animais de estimação, a não ser que exista autorização do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) ou ordem judicial.
A reportagem encaminhou a demanda também ao Ibama e aguarda retorno.
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