Polícia apreende ecstasy e "tostitos”, droga inédita em Campo Grande

Três homens foram presos por tráfico de drogas sintéticas após uma ação policial

Três homens foram presos por tráfico de drogas sintéticas após uma ação policial que resultou na apreensão de ecstasy, conhecido popularmente como “bala abacaxi”, e de uma substância química chamada “tostitos”, ainda desconhecida pelas forças policiais, em Campo Grande.

Ecstasy - Bala Abacaxi
Bala abacaxi (Foto: Reprodução/Receita Federal)

A ocorrência envolveu apreensões em um veículo de uma panificadora e em residências no bairro Moreninha.

A ação teve início após a Polícia Militar ser acionada para averiguar o achado de entorpecentes em um veículo de transporte de uma padaria localizada no bairro Amambaí.

Durante a limpeza do carro, um funcionário encontrou uma substância suspeita escondida no console do lado do motorista e acionou a polícia.

No local, os militares localizaram a droga sob o tapete do console. O motorista que assumiria o turno vespertino confirmou a posse do material e informou que se tratava de ecstasy, droga sintética conhecida como “bala abacaxi”, denominação informal usada no mercado ilegal para identificar comprimidos que costumam ter cor, aroma ou estampa associados à fruta.

O nome, no entanto, não indica um tipo específico de substância química, mas apenas uma forma de identificação criada por traficantes e usuários.

No veículo, foram apreendidas 17 porções de ecstasy, além de um aparelho celular. Na mochila do suspeito, os policiais também encontraram uma porção de uma substância denominada “tostitos”.

De acordo com o registro da ocorrência, trata-se de um termo ainda não catalogado ou identificado anteriormente pela polícia, o que chamou a atenção dos investigadores.

Segundo especialistas em segurança pública, nomes como “tostitos” costumam surgir como gírias locais ou denominações criadas no tráfico para identificar lotes de drogas sintéticas, muitas vezes inspiradas em marcas conhecidas ou símbolos populares.

No entanto, essa nomenclatura não garante qualquer padrão químico, podendo esconder diferentes compostos, inclusive substâncias ainda não identificadas, o que amplia os riscos à saúde dos usuários.

O suspeito relatou que armazenava entorpecentes em sua residência e que realizava o transporte das drogas para a região central da cidade, onde seriam entregues a outro envolvido.

A equipe policial seguiu até um imóvel no bairro Moreninha, apontado como ponto de armazenamento e comercialização das drogas.

Na residência, os policiais encontraram grande quantidade de drogas sintéticas, a maioria já embalada em pequenos sacos, pronta para revenda.

O morador admitiu que comercializava os entorpecentes adquiridos pela internet e afirmou que os pagamentos eram realizados, em sua maioria, por meio de transferências via Pix.

Também foram apreendidas porções de substância análoga à cocaína, um adesivo de LSD, balança de precisão, maquininha de cartão e aparelhos celulares.

Uma mulher que estava no local afirmou que sabia da existência das drogas e da movimentação relacionada ao tráfico, mas afirmou que não participava das entregas.

Na sequência, os policiais se deslocaram até outro endereço, também no bairro Moreninha, onde foram localizadas mais porções de ecstasy e uma balança de precisão.

Ao todo, a operação resultou na apreensão de mais de 200 unidades de drogas sintéticas, além de materiais utilizados para o comércio ilegal.

Os três envolvidos foram encaminhados à Depac Cepol . A autoridade policial determinou a prisão em flagrante e o prosseguimento das investigações, que devem apurar a origem da droga conhecida como “tostitos” e a possível participação de outros envolvidos na distribuição dos entorpecentes.

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