Polícia concentra crimes de ódio na Delegacia de Homicídios em Campo Grande
Unidade mudou de nome, passando a se chamar DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa), e teve atribuições alteradas
Decreto assinado pelo governador do Estado, Eduardo Riedel (PSDB), e pelo secretário de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, publicado nesta terça-feira (11), muda o nome da delegacia especializada em investigar casos de homicídio em Campo Grande. Agora, a unidade chama DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa).

Além da mudança da nomenclatura, foram definidas atribuições específicas da unidade, que age sobe demanda do DPE (Departamento de Polícia Especializada). Pela definição, os crimes de ódio em Campo Grande ficam a cargo da especializada.
Estão descritos na medida publicada, como atribuição da repartição policial, “crimes de homicídio tentados ou consumados originalmente motivados pelo posicionamento intransigente e divergente de pessoa ou de grupo em relação a outra pessoa ou a grupo e caracterizado por:”
- Convicções ideológicas
- De gênero
- De orientação sexual
- Religiosas
- Raciais
- Culturais
- Étnicas
No decreto, até mesmo a motivação de gênero é colocada como responsabilidade da DHPP, o que levaria os casos de feminicídio para a unidade, interpretando literalmente o texto. Esses casos ficam, hoje, concentrados na Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher), na Casa da Mulher Brasileira, inclusive quando envolvem mulheres trans.
A reportagem acionou a assessoria de imprensa da Polícia Civil para esclarecer esse item, e ainda não houve resposta. Se houver, esse texto será atualizado com a explicação.
A alteração confirma mudança aprovada este ano pelo Conselho Superior da Polícia Civil, como passo inicial para criação de um departamento só para investigação de homicídios, ainda inexistente em Mato Grosso do Sul.
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Antes chamada de DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio), a nova DHPP fica localizada na rua Doutor Arlindo de Andrade, Bairro Amambaí.
Casos de desaparecimento de adultos também ficam na delegacia, que mantém um telefone para denúncias ao Setor de Desaparecidos, pelo Whatsapp. Clique aqui para ir diretamente ao número.
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