Polícia desmonta rede de exploração sexual de adolescentes em MS

Investigação aponta que grupo recrutava meninas de 14 a 16 anos por aplicativos, oferecendo dinheiro, PIX e celulares

A Polícia Civil revelou um esquema de aliciamento e exploração sexual de adolescentes que atuava em Bataguassu. A investigação revelou que o grupo utilizava aplicativos de mensagem para atrair meninas de 14 a 16 anos, oferecendo dinheiro, PIX e presentes, como celulares novos, em troca de encontros sexuais.

Esquema de exploração sexual utilizava aplicativo de mensagens
Esquema de exploração sexual utilizava aplicativo de mensagens (Foto: Liniker Ribeiro)

Conforme apuração da DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher), foram cumpridos um mandado de prisão temporária e três mandados de busca e apreensão na cidade. O alvo principal é um empresário, suspeito de integrar e financiar a rede criminosa.

De acordo com os depoimentos colhidos, o aliciamento seguia um padrão de abordagem: as adolescentes eram atraídas com promessas de ganhos fáceis e bens materiais.

A oferta de celulares novos era uma das estratégias mais utilizadas para conquistar a confiança das vítimas.

Nos celulares apreendidos, os investigadores encontraram conversas explícitas e registros de uma “agenda de programas”, expressão usada pelos suspeitos para organizar os encontros com as menores.

O material revela uma estrutura meticulosa e uma atuação fria, tratando a exploração sexual como um negócio comum.

Mais de cinco adolescentes já foram identificadas como vítimas, mas a polícia acredita que o número pode aumentar conforme o avanço das investigações.

Além do empresário, também foi cumprido mandado de busca na casa de uma adolescente, investigada por atuar como intermediária do esquema, facilitando o contato entre as vítimas e os exploradores.

A Polícia Civil reforçou que as investigações continuam, com foco em identificar os clientes que financiaram e consumiram os serviços ilícitos.

Todos os envolvidos poderão responder por exploração sexual de menores, crime previsto no artigo 218-B do Código Penal, que prevê pena de até 10 anos de reclusão.

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Comentários (1)

  • Brígida Silva

    As autoridades, agentes de saúde, enfim toda a sociedade tem noção do que gente mal intencionada faz na internet,para prejudicar os outros,os pais,a escola enfim todos temos que ficarmos alertas quando nossos amores usam as redes sociais, que não pode mais ser terra de ninguém

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