Nove balsas usadas em garimpo ilegal foram destruídas durante a Operação Rastro de Érebo, deflagrada nesta segunda-feira (20) pela Polícia Civil em Peixoto de Azevedo e Matupá, no norte de Mato Grosso. A investigação apura crimes de extração clandestina de minérios nos rios Peixoto e Peixotinho, que cortam áreas de preservação permanente e abastecem as cidades da região.
Em princípio a operação envolvia 18 balsas, mas somente nove foram destruídas.
Balsas usadas em garimpo ilegal foram destruídas durante a Operação Rastro de Érebo, deflagrada pela Polícia Civil nos rios Peixoto e Peixotinho, entre Matupá e Peixoto de Azevedo (Foto: Polícia Civil-MT)
A operação cumpriu dois mandados de busca e apreensão em cooperativas que atuavam sem licença ambiental da Sema.
As ações, coordenadas pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), contaram com apoio do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
Segundo o delegado Guilherme Pompeo, o cenário encontrado nas margens dos rios é de forte degradação ambiental.
“Essas balsas operavam com motores e dragas potentes, revolvendo o leito do rio e lançando sedimentos contaminados. É um crime que ameaça diretamente o equilíbrio ecológico e a qualidade da água”, afirmou.
Policiais civis e equipes do Bope participaram da ação que mira cooperativas suspeitas de explorar minérios sem licença ambiental na região norte de Mato Grosso. (Foto: Polícia Civil-MT)
A equipe da Politec coletou amostras para verificar a presença de mercúrio e outros metais pesados. De acordo com o perito George Araújo, o material analisado deve comprovar o alcance da contaminação.
As investigações começaram em junho deste ano, após denúncias de moradores sobre o avanço de garimpos ilegais na região. Além da destruição das balsas, a Polícia Civil apreendeu documentos e equipamentos usados na extração mineral.
Região dos rios Peixoto e Peixotinho, onde a mineração ilegal provocou assoreamento e contaminação da água por metais pesados (Foto: Polícia Civil-MT)
Os responsáveis poderão responder pelos crimes de poluição, destruição de florestas de preservação permanente e impedimento da regeneração natural da vegetação.
A operação continua em andamento e novas fases não estão descartadas.