Polícia diz que drag queen foi morta por causa de uma TV
O corpo de Rogério foi encontrado no dia 12 de novembro, em avançado estado de decomposição, na zona rural do município, com diversas perfurações de arma branca.
A Delegacia da Polícia Civil de Juína, no noroeste de Mato Grosso, concluiu a investigação sobre o assassinato de Rogério Diego dos Santos, de 28 anos, conhecido como a drag queen Julya Madsan.

O crime ocorreu em novembro do ano passado e a investigação apontou que o homicídio foi motivado pelo furto de uma televisão de um dos autores, que supostamente teria sido praticado por Rogério, além de drogas que ele estaria vendendo que não pertenceriam a uma facção criminosa.
O corpo de Rogério foi encontrado no dia 12 de novembro, em avançado estado de decomposição, na zona rural do município, com diversas perfurações de arma branca.
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Após um intenso trabalho de investigação, a Polícia Civil chegou à identificação da mandante e dos autores do crime. Uma mulher, apontada como mandante do crime, um homem que chefiava a facção e três adolescentes estão envolvidos na morte da vítima. A mandante está detida na penitenciária feminina do estado em razão de outros crimes cometidos.
A partir das informações reunidas na investigação, foram feitas representações ao Poder Judiciário pelas prisões dos adultos, acatadas pelo juízo da Vara Criminal da Comarca de Juína.
O crime
Segundo a investigação, apesar da orientação sexual de Rogério Diego, a morte não teve nenhuma relação com crime de homofobia, como fora aventado à época dos fatos.
Todos os envolvidos na morte de Rogério Diego responderão por crime de homicídio qualificado por motivo torpe, além do crime de tortura, que ocorreu antes da execução da vítima.
A investigação está concluída, restando apenas diligências pontuais para a próxima semana, quando o inquérito será remetido ao Poder Judiciário.
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