Polícia investiga estupro de bebê de 1 ano e 11 meses em Dourados
A Polícia Civil de Dourados – cidade a 201 quilômetros de Campo Grande – investiga o estupro a uma menina de apenas um ano e 11 meses. A criança foi retirada de dentro do Hospital Porta da Esperança – Missão Caiuá, onde estava com a mãe, e encontrada pouco depois, no colo do suspeito, completamente sem roupa. O jovem de 20 anos foi preso em flagrante.

O caso foi registrado pela polícia na sexta-feira (26). Mãe e bebê estavam internados no hospital. De madrugada, a mulher acordou e não encontrou a filha no berço, começaram então as buscas pela bebê.
Não demorou muito para encontrá-la. A menina estava do lado de fora do hospital, no colo do rapaz de 20 anos, sem as roupas. O suspeito ainda segurava uma faca na mão. Assim que ela foi resgatada, o suspeito foi preso.
Segundo o delegado Adilson Stiguivitis, titular da Delegacia Regional de Polícia de Dourados, o rapaz passou por audiência de custódia e teve o flagrante convertido em prisão preventiva. Agora, será levado para a PED (Penitenciária Estadual de Dourados).
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Até o momento, não foi confirmado se a criança foi violentada pelo suspeito, mas na legislação brasileira a situação em que a menina foi encontrada já configura estupro de vulnerável. Isso porque no Código Penal existe a garantia da “presunção de violência” para as vítimas de crimes sexuais que são menores de 14 anos, possuem problemas mentais ou simplesmente não conseguem “oferecer resistência”.
Para o legislador, essas vítimas são facilmente alienadas ou não podem se defender dos criminosos sozinhas. No caso investigado, a idade da menina, menos de dois anos, garante a prisão por estupro de vulnerável mesmo que a violência sexual não tenha de fato ocorrido.
Apesar do suspeito já estar preso, a polícia ainda tenta responder algumas perguntas sobre o caso. A principal delas é como o suspeito tirou a bebê do hospital. “Provavelmente foi escondido, já que a mãe estava dormindo”, afirmou o delegado sobre a principal linha de investigação do crime. O suspeito é morador da reserva indígena de Dourados e não é parente da criança.
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