Polícia investiga luta livre entre crianças de Campo Grande
Vídeos de crianças e adolescentes brigando na rua sem proteção e orientação profissional foram compartilhados nas redes sociais
Um perfil no Instagram tem publicado uma série de vídeos em que crianças e adolescentes são incentivados a lutar entre si, com apenas uma luva de boxe e sem nenhuma proteção ou supervisão de um profissional. Os vídeos são compartilhados nas redes sociais e viraram alvo de investigação da polícia de Campo Grande.
Segundo a titular da Deaiji (Delegacia Especializada de Atendimento a Infância e Juventude), Daniella Kades, a polícia soube neste segunda-feira (1º) sobre as lutas e já está tentando identificar os envolvidos.
“A Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude tão logo tomou conhecimento na data de ontem da prática de lutas envolvendo menores nas ruas de Campo Grande, tem adotado as medidas necessárias visando identificar a autoria dos criadores, bem como dos manutenções dessas páginas, as quais estão sendo utilizadas criminalmente, posto estar em divulgando imagens de menores de idade durante a prática de atos infracionais de lesões recíprocas”, afirmou ao Primeira Página.
Nos vídeos, é possível observar que as crianças são colocadas uma de frente para a outra, sem qualquer tipo de instrução. Tudo parece ser conduzido também por um menor de idade.
De acordo com a delegada, a polícia também vai identificar quem são os menores que aparecem nas imagens e acionar os seus responsáveis legais.

“Essa prática que, ao ver da delegacia, não é legal, posto envolver menores de idade que estão praticando lesões recíprocas um nos outros, não estão sob a supervisão de nenhum professor, nenhum profissional responsável pela prática de qualquer arte marcial, não tem aval de seus responsáveis legais, e além disso estão tendo suas imagens, como menores de idade, inadvertidamente reproduzidas em rede social”, ressalta.
Vídeos
A página que compartilha os vídeos usa o nome UFC, abreviação da Ultimate Fighting Championship, organização que promove lutas entre adultos ao redor do mundo. O perfil no Instagram tem cerca de 3,3 mil seguidores e cerca de oito vídeos publicados.
Apesar da investigação policial, o grupo parece não se importar e até compartilha reportagens sobre a página, comentando a repercussão. Em uma das publicações, eles afirmaram: “Que isso querem derrubar nois? É??”.

Alguns vídeos chegam a ter mais de 6 mil curtidas. Em uma das publicações, o bairro Tijuca foi marcado, possivelmente onde são feitas as imagens.






Comentários (1)
Ai depois direito humanos quer defender esses meliantes sao de menores mas sabe o q e certo e errado pouca vergonha ; tem q trabalhar sim e pagar pdlos seus atos