Policial acusado de estuprar namorada em Campo Grande perde o porte de arma

Inicialmente, decisão judicial permitia que ele utilizasse arma de fogo durante o trabalho

Um policial civil acusado de estuprar a namorada perdeu integralmente o porte de arma, segundo nota da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). O caso foi registrado durante o final de semana em Campo Grande.

Casa da Mulher Brasileira
Interior da Casa da Mulher Brasileira, na Deam. (Foto: Marta de Jesus)

Inicialmente a informação era de que ele poderia utilizar arma somente em horário de trabalho, mas o dado foi retificado. Eles estariam juntos há apenas uma semana e no sábado (20) saíram com amigos.

Quando retornavam para casa, ele teria a surpreendido e estuprado sob mira de arma de fogo na cabeça. Tudo isso dentro do carro. Ela buscou ajuda no quartel do Corpo de Bombeiros da avenida Costa e Silva e ficou constatado agressões como lesões e mordidas no pescoço.

O suspeito chegou a se apresentar na unidade, mas fugiu em seguida. Em coletiva de imprensa o delegado-geral da Polícia Civil, Roberto Gurgel de Oliveira Filho, havia dito que ele continuava trabalhando e “durante esse período o uso da arma é necessário, mas quando encerra, ele é obrigado a entregar ao seu chefe imediato”.

Porém houve uma alteração da decisão judicial. “Agora, foi determinado que o porte de arma de fogo do policial foi permanentemente suspenso, tanto no ambiente de trabalho como fora dele”, informou a Deam em nota.

Ele já esta desarmado e medidas protetivas de urgência estão em vigor. O procedimento foi encaminhado à Corregedoria-Geral da Polícia Civil para apurar qualquer possível desvio de conduta do servidor a quem cabe a decisão ou não de afastamento do policial.

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