Policial de MT faz desabafo após prender pela 15ª vez o mesmo homem: 'é enxugar gelo'
Segundo ele, a Polícia Militar “faz a parte dela”, mas a permanência desses agressores nas ruas é uma questão que envolve a interpretação das leis e as decisões do Poder Judiciário.
O sargento da Polícia Militar Dickson Casarin, que atua no município de Sinop, usou as redes sociais neste sábado (17) para expor sua indignação com um caso que, segundo ele, simboliza a sensação de impunidade enfrentada diariamente pelas forças de segurança e pela sociedade em geral. O militar revelou que prendeu pela 15ª vez um homem com longo histórico de agressões, especialmente contra crianças e adolescentes, e fez um alerta direto: “esse sujeito ainda vai matar alguém”.
No relato, Casarin mostrou a sequência de registros policiais acumulados pelo suspeito desde 2020. As ocorrências se distribuem por ao menos cinco cidades do estado, como Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Rondonópolis e Juscimeira, e incluem crimes como lesão corporal, ameaça, desacato, violação de domicílio, furto, dano e direção sob efeito de álcool.

De acordo com o policial, a reincidência tem sido constante, principalmente nos últimos dois anos. Entre 2024 e 2025 foram registradas várias agressões contra mulheres, algumas delas envolvendo as mesmas vítimas. No fim do ano passado, o homem chegou a ser preso e permaneceu cerca de 20 dias detido, mas acabou liberado com tornozeleira eletrônica.
Na madrugada deste sábado (17), contudo, o suspeito voltou a cometer crime. Segundo o militar, ele invadiu uma casa e estuprou uma criança de 11 anos. O criminoso estava armado com uma faca.
Conforme o boletim de ocorrência, a mãe da menina acordou durante a madrugada, percebeu algo estranho e encontrou o suspeito praticando o ato contra a filha. No desespero, ela conseguiu tomar a faca do homem e o esfaqueou. Nesse momento, ele fugiu, mas foi localizado e preso horas depois em uma unidade de saúde do município.
“Ele está preso, adivinhem, com tornozeleira eletrônica no pé. É impossível uma situação dessas: várias passagens, solto, com tornozeleira eletrônica, três horas da madrugada cometendo crime e não é monitorado. Um cara desses, três horas da manhã, de tornozeleira e não é monitorado, pelo amor de Deus. Mais uma vez foi preso pela Polícia Militar. Estamos fazendo nosso papel, estamos trabalhando, mas é enxugar gelo”, criticou Dickson Casarin.
Segundo ele, a Polícia Militar “faz a parte dela”, mas a permanência desses agressores nas ruas é uma questão que envolve a interpretação das leis e as decisões do Poder Judiciário. O militar vai além e estende as críticas também à classe política. Veja o desabado do policial:
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