Policial diz que acusado de morte em shopping popular recebeu R$ 10 mil para pagar dívida
Gersino Rosa dos Santos, de 43 anos, conhecido como Nenê, e Cleyton de Oliveira De Souza Paulino, de 27 anos, foram mortos a tiros em novembro de 2023.
Durante o julgamento do trio acusado de assassinar a tiros os lojistas Gersino Rosa dos Santos, de 43 anos, conhecido como Nenê, e Cleyton de Oliveira De Souza Paulino, de 27 anos, no shopping popular de Cuiabá, em 2023, o policial civil Leonardo Fonseca Rech afirmou que Silvio Junior Peixoto, identificado como executor do crime, aceitou o valor oferecido pelos mandantes porque possuía dívidas relacionadas a drogas em Uberlândia (MG), cidade onde morava.

“Ao ser abordado, ele não ofereceu resistência. Questionado sobre o motivo da prisão, passou a colaborar com a equipe e confirmou sua participação no crime. Sílvio relatou que foi contratado para cometer o homicídio e que os mandantes teriam oferecido até R$ 10 mil para que ele viajasse até Cuiabá e executasse a ação. De acordo com o policial, o acusado também mencionou que possuía dívidas relacionadas a drogas na cidade onde morava, o que teria motivado a aceitação da oferta”.
Vanderley Barreiro da Silva e Jocilene Barreiro da Silva, mãe e filho apontados como mandantes também estão sendo julgados. Rech é uma das cinco testemunhas ouvidas no júri que começou às 9h desta quarta-feira (12).
O primeiro a ser ouvido foi o delegado responsável pelo caso, Nilson Farias. Em depoimento, ele afirmou que os acusados assumiram a responsabilidade de tirar a vida de pessoas inocentes, como Cleyton, que morreu acidentalmente.
“Quando os acusados escolhem usar uma arma 9 mm em um local extremamente populoso, como o shopping popular, eles assumem o risco do resultado: aceitaram a possibilidade de atingir e matar qualquer pessoa que estivesse por perto”, afirmou.

Depoimentos dos familiares
A terceira pessoa a testemunhar foi a esposa de Cleyton. Ela narrou ter tomado conhecimento da morte do marido por meio das notícias veiculadas na época do crime e a filha, de 6 anos, é levada semanalmente para a terapia, pois sente muita falta do pai.
“Para nossa família tem sido doloroso. Ele saiu para trabalhar e não voltou. Nunca pensei em passar por isso. O Cleyton era um homem de família, só saía para trabalhar”, disse em lágrimas.
A quarta testemunha ser ouvida foi o irmão de Gersino. Ele contou que era proprietário de um estabelecimento no shopping popular e viu o irmão morto.
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O crime
Conforme as investigações, a motivação do crime seria a suspeita de que Gersino teria matado o filho de Jocilene, em Campo Grande (MS), 14 dias antes de ser morto. Diante da suspeita, ela e Vandereley teriam contratado Silvio, em Minas Gerais, para executar o assassinato.
Todos teriam se encontrado em Cuiabá, um dia antes do crime. No dia 23 de novembro, Silvio atirou pelas costas contra Gersino e um dos disparos atravessou e atingiu Cleyton, que estava próximo. Os dois morreram no local.
Depois do duplo homicídio, o trio teria embarcado para cidade de Jaciara, a 142 km da capital. De lá, eles se separaram e seguiram caminhos diferentes. Mãe e filho retornaram para Campo Grande, enquanto Sérgio foi para Uberlândia.
Câmeras de segurança registraram os assassinatos. Gersino foi morto próximo à própria banca de produtos eletrônicos, enquanto Cleyton, que era funcionário de outra loja no shopping, foi atingido pela bala que transpassou a cabeça de Gersino, como afirmou o delegado na época.
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