Policial do Garras é afastado após prisão por venda de produtos apreendidos
Augusto foi flagrado com uma sacola contendo R$ 130 mil em espécie
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul afastou, nesta terça-feira (2), o policial Augusto Torres Galvão Florindo, que foi preso na última sexta-feira (28), em Três Lagoas, com uma sacola com R$ 130 mil em espécie. A decisão foi tomada pela Corregedoria da corporação e publicada em Diário Oficial.

Augusto trabalhava no Garras e foi preso pela Polícia Federal. No início, o valor parecia ser propina ligada a contrabando, mas, em depoimento, ele contou que o dinheiro era de uma negociação de cigarros eletrônicos apreendidos e desviados em esquema que também envolveria outros policiais.
O investigador não informou de onde os produtos foram retirados, se do depósito da delegacia, ou de apreensões feitas de contrabandistas que teriam sido liberados.
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A Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva, o que levou ao afastamento imediato.
Outras penalidades
Conforme a publicação, a arma, a carteira funcional e todos os itens da instituição, que pertenciam a Augusto, foram recolhidos. Ele também teve as senhas e acessos aos sistemas da Polícia Civil bloqueados, além da suspensão das férias.
O afastamento seguirá enquanto durar a prisão. A investigação sobre o envolvimento de outros policiais continua, mas nenhum nome foi confirmado até agora.
A reportagem entrou em contato com a defesa do policial e aguarda retorno. O espaço está aberto para posicionamentos.
O que diz a Polícia Civil?
Em nota, a instituição que também solicitou abertura de procedimento administrativo disciplinar, no âmbito da Polícia Civil.
Confira a nota completa:
A Polícia Civil do Mato Grosso do Sul informa que acompanha os desdobramentos da prisão de um policial civil, ocorrida na última sexta-feira (28), em ação da Polícia Federal.
Assim que tomou conhecimento do fato, a instituição solicitou formalmente o procedimento investigatório à autoridade responsável e determinou a imediata abertura de procedimento administrativo disciplinar, para a adoção de todas as providências devidas, no âmbito da Polícia Civil.
Cabe ressaltar que o caso diz respeito exclusivamente ao policial investigado, sem qualquer relação com a atuação do GARRAS (Delegacia Especializada de Repressão à Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros). A apuração administrativa será conduzida pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil, com independência, isenção e prioridade.
A Polícia Civil reforça que não compactua com desvios de conduta de seus servidores e tomará todas as medidas cabíveis, de forma transparente e imparcial.
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