Policial penal é alvo de 2 operações em 24h por envolvimento com facção de MT

Luiz Otávio Natalino foi alvo da Operação Caixa de Pandora nesta quinta-feira (6), e da Operação Ragnatela, nessa quarta-feira (6)

O policial penal, Luiz Otávio Natalino, foi alvo de duas operações em 24 horas. Nesta quinta-feira (6), ele foi alvo da operação “Caixa de Pandora”, que investiga um grupo suspeito de facilitar a entrada de celulares em unidades prisionais de Mato Grosso.

policial penal Luiz Otavio
Policial penal Luiz Otávio Natalino. (Foto: reprodução)

Entretanto, nessa quarta-feira (5), ele também foi alvo da “Operação Ragnatela”, que investiga o envolvimento de servidores públicos, incluindo o policial penal, com uma facção criminosa que usava casas noturnas cuiabanas para realizar lavagem de dinheiro.

A primeira operação foi deflagrada pela Polícia Federal e também investiga agentes públicos da Secretaria Municipal de Ordem Pública e o vereador Paulo Henrique Figueiredo.

A segunda operação foi realizada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado) e é um desdobramento de uma investigação que começou em 2019, quando a polícia flagrou a entrada de freezer contendo 84 celulares, na PCE (Penitenciária Central do Estado).

O Primeira Página tenta contado com a defesa de Luiz Otávio, mas até a publicação dessa reportagem, não conseguiu resposta.

De acordo com a Sesp (Secretaria Estadual de Segurança Pública), Luiz Otávio Natalino é servidor público e foi afastado de suas funções.

A Operação Caixa de Pandora cumpriu mandados contra outros 18 alvos, entre policiais penais e advogados. Ainda segundo a Sesp, três servidores investigados que tinham cargos comissionados foram exonerados.

A secretaria informou ainda que aguarda informações do Gaeco para definir a adoção imediata de outras medidas administrativas.

Vereador Paulo Henrique (Foto: TSE/Divulgação)
Vereador Paulo Henrique Figueiredo. (Foto: reprodução)

Vereador Paulo Henrique

O vereador Paulo Henrique, alvo da “Operação Ragnatela”, é apontado como a pessoa que intermediava os “acordos” entre integrantes de uma facção criminosa e a Secretaria Municipal de Ordem Pública para liberação de alvarás que permitiam shows nas casas noturnas usadas para lavagem de dinheiro.

O vereador informou, por meio das redes sociais que jamais exerceu qualquer poder de influência na liberação de eventos, pois tal atribuição não compete ao cargo que ocupa.

Informou ainda que tão logo a defesa dele tivesse acesso aos autos, um posicionamento oficial seria divulgado pelos advogados.

Ainda com relação ao vereador, a Câmara de Cuiabá afirmou que aguarda os desdobramentos das investigações para emitir um posicionamento.

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Comentários (1)

  • Maria madalena macedo

    Misericórdia muito triste

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