Policial preso em operação havia sido promovido a cabo há 4 meses; saiba quem é
Philippe Thiago Figueiredo foi transferido do 10º para o 1º Batalhão da PM em Cuiabá no mesmo período em que recebeu promoção para Cabo.
O policial militar Philippe Thiago Figueiredo, preso nesta quarta-feira (27) durante a Operação Tu Quoque, havia sido promovido ao posto de cabo há cerca de quatro meses. O militar é apontado pela Polícia Civil como um dos supostos chefes de um esquema de roubo de drogas entre facções criminosas em Mato Grosso.

A promoção e a transferência do policial foram publicadas no Diário Oficial de Mato Grosso (IOMAT) no início deste ano. Conforme o ato, Philippe Thiago Figueiredo, foi transferido do 10º Batalhão da Polícia Militar, em Cuiabá, para o 1º Batalhão da PM, também na Capital.
Segundo a Polícia Civil, o policial militar é suspeito de integrar um grupo investigado por roubar entorpecentes escondidos por facções criminosas na região de fronteira. Após os roubos, as drogas eram levadas para a Baixada Cuiabana, onde eram redistribuídas e revendidas.
O Primeira Página tenta ouvir a defesa do policial.
As investigações são conduzidas pela Delegacia de Pontes e Lacerda e apontam que o esquema criminoso era dividido em dois núcleos.

Um dos grupos monitorava depósitos clandestinos de drogas pertencentes a facções criminosas na região de fronteira. Já outro núcleo saía de Cuiabá em direção ao município de Pontes e Lacerda para executar os roubos e fazer o transporte dos entorpecentes.
Conforme a Polícia Civil, Philippe Thiago Figueiredo seria responsável por coordenar a retirada das drogas e separar os entorpecentes para distribuição na região metropolitana.

Durante a Operação Tu Quoque, a Polícia Civil cumpriu 15 ordens judiciais, entre elas quatro mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão em Pontes e Lacerda e Várzea Grande.
Também foram determinadas medidas de bloqueio de contas bancárias e restrição de veículos dos investigados, em valores que podem chegar a R$ 2,5 milhões.
Manifestação da PM e da categoria
Além dos crimes de roubo e tráfico de drogas, a investigação também identificou indícios de lavagem de dinheiro por meio de movimentações bancárias envolvendo familiares, empresas de fachada e casas de apostas.
A operação conta com apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) e da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc).
Em nota, a Polícia Militar informou que a Corregedoria-Geral acompanha o cumprimento dos mandados judiciais e que irá instaurar procedimento administrativo para apurar o caso.
A corporação afirmou ainda que não compactua com crimes praticados por integrantes da instituição.
O Primeira Página procurou a Associação de Cabos e Soldados da Policia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso (ACS-PMBM/MT), mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.
A Operação Tu Quoque integra a sexta fase da Operação Narke, da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento do Narcotráfico (Renarc), coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Leia mais
Mais lidas - 1 Chefe do PCC solto por desembargador, Gerson Palermo é alvo de operação contra tráfico internacional
- 2 Homem bêbado é flagrado com viatura da Polícia Penal em MS
- 3 Golpe do falso familiar pelo WhatsApp leva à prisão de 5 pessoas em MT
- 4 Ciclista idoso é arremessado na pista e morre após atropelamento na BR-364
- 5 Esquema de desvio de dinheiro de prefeitura movimentou R$ 90 milhões em MT, aponta investigação
- 1 Chefe do PCC solto por desembargador, Gerson Palermo é alvo de operação contra tráfico internacional
- 2 Homem bêbado é flagrado com viatura da Polícia Penal em MS
- 3 Golpe do falso familiar pelo WhatsApp leva à prisão de 5 pessoas em MT
- 4 Ciclista idoso é arremessado na pista e morre após atropelamento na BR-364
- 5 Esquema de desvio de dinheiro de prefeitura movimentou R$ 90 milhões em MT, aponta investigação