Prefeito de São Félix do Araguaia é preso e paga R$ 25 mil para ser solto

Dr. Acácio foi flagrado com arma ilegal em ação policial que investiga violência em disputas por terra

O prefeito de São Félix do Araguaia, a 1.159 km de Cuiabá, Acácio Alves (Republicanos), foi preso em flagrante nesta sexta-feira (4), durante a Operação Circuitus Magnus, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso. Ele foi detido por posse ilegal de arma de fogo e solto após pagar fiança de R$ 25 mil, segundo informações confirmadas pela polícia.

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Prefeito de São Félix do Araguaia, Acácio Alves, foi preso em operação e solto após pagar fiança

A prisão ocorreu no âmbito da operação que cumpriu 10 mandados de busca e apreensão relacionados a graves crimes de disputas possessórias na zona rural da região nordeste do estado.

De acordo com a polícia, o mandado contra o prefeito foi autorizado pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco).

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Celular do prefeito foi apreendido durante busca e apreensão

A Operação Circuitus Magnus investiga crimes como lesão corporal grave, sequestro e cárcere privado, tortura, coação no curso do processo e associação criminosa, em São Félix do Araguaia e Luciara.

Acácio é advogado e declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) possuir patrimônio estimado em R$ 38,8 milhões.

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Prefeito foi alvo de busca e apreensão e preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo – Foto: Polícia Civil

Participaram da operação 40 policiais civis e 10 viaturas, sob coordenação da Delegacia Regional de Confresa, com apoio de várias delegacias locais. As investigações continuam em andamento para identificar outros envolvidos.

Desvio de verba

Em março de 2025, a Prefeitura de São Félix do Araguaia já havia sido alvo da primeira fase da Operação Improbos, deflagrada pela Polícia Civil e Ministério Público Estadual.

A ação revelou um esquema de desvio de mais de R$ 6 milhões dos cofres públicos municipais, envolvendo servidores que simulavam serviços por meio de empresas de fachada. Parte do dinheiro teria sido usado para adquirir propriedades rurais, imóveis urbanos, veículos de luxo e outros bens em nome de terceiros.

Quatro servidores foram presos à época. As investigações seguiram com análise de quebras de sigilos bancário e fiscal, bloqueio de contas e sequestro de bens.

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