Prefeitura abre investigação contra servidor preso por compra de votos
Após a prisão de um motorista da Secretaria Municipal de Saúde de Corumbá, a prefeitura abriu um processe administrativo para investigar suspeitas de compra de votos. O servidor foi preso em Anastácio – cidade a 123 quilômetros de Campo Grande – com R$ 10 mil, dinheiro que segundo a polícia seria usado para garantir a eleição de um candidato específico.

Com o processo administrativo instaurado, a comissão sindicante pode determinar a suspensão do motorista até a conclusão das investigações, garantindo o direito do funcionário de ampla defesa ao longo das apurações. Até o momento, no entanto, isso não aconteceu.
“O prefeito Marcelo Iunes, em reunião com o procurador-geral do Município, Alcindo Cardoso do Valle Júnior, e a secretária municipal de Saúde, Beatriz Assad, determinou que todas as medidas cabíveis sejam imediatamente adotadas”, afirmou a assessoria de comunicação da prefeitura por nota.
O funcionário da prefeitura, que não teve o nome divulgado, foi preso nessa quarta-feira (28) pela PRF (Polícia Rodoviária Federal).
Denúncias de que havia um carro da prefeitura de Corumbá transportando dinheiro para a compra de votos no Estado, levaram os policiais até o suspeito. De fato, o homem dirigia um veículo oficial e com ele foram encontrados R$ 10 mil em dinheiro. Para justificar o valor, o motorista afirmou que compraria uma casa de R$ 21 mil, mas sem qualquer prova disso, acabou preso.
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Versão do servidor
Conforme relatório feito pelo funcionário, no dia da prisão ele saiu de Corumbá às 2h30 da manhã para entregar coletas de sangue no Lacen e depois seguiu até o Hemosul, onde pegou as plaquetas que atendem a Rede Municipal de Saúde. Na volta ao município, foi parado pela PRF.
Ainda conforme nota enviada pela prefeitura, o motorista contou à chefia que o dinheiro apreendido com ele pertencia a sua irmã. Do valor, R$ 5 mil seria usado na compra de um terreno no bairro Cristo Redentor e o resto para adquirir material de construção.
O dinheiro em espécie estava no bolso do servidor, que segundo a nota, apresentou aos policiais o comprovante bancário. Os R$ 10 mil, os comprovantes e o celular do motorista, foram apreendidos pelos policiais, mas ele foi liberado após o caso ser registrado.
O homem pertence ao quadro efetivo da prefeitura há 10 anos e nunca respondeu por nenhum processo administrativo.
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