Preso após ligação silenciosa de vítima é solto com tornozeleira eletrônica
Além do monitoramento eletrônico, o investigado também está submetido a medidas protetivas de urgência
O homem preso em flagrante após invadir a residência da ex-companheira, no Parque dos Poderes, em Campo Grande, foi solto após passar por audiência de custódia. O caso ganhou repercussão após a vítima conseguir pedir socorro ao Corpo de Bombeiros por meio de uma ligação quase silenciosa.

De acordo com a delegada da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), Fernanda Piovano, apesar de ser comum que a Polícia Civil represente pela prisão preventiva em casos semelhantes, a Justiça determinou a aplicação de medidas cautelares.
O suspeito passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica e está proibido de se aproximar da vítima. A medida visa garantir a segurança da mulher, que já havia encerrado o relacionamento e retornou à residência onde ocorreram os fatos.
Além do monitoramento eletrônico, o investigado também está submetido a medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha.
Ligação silenciosa mobilizou bombeiros
Uma ligação marcada pelo silêncio foi suficiente para que atendentes do Corpo de Bombeiros identificassem uma situação grave de violência doméstica e ajudassem a salvar quatro pessoas em Campo Grande. A ocorrência envolveu uma mulher e seus três filhos, de 5, 12 e 14 anos, que estavam sob ameaça dentro da própria residência.
O caso aconteceu em uma casa localizada na região do Parque dos Poderes. Segundo informações das autoridades, o suspeito invadiu o imóvel da ex-companheira, que conseguiu entrar em contato com o serviço de emergência dos bombeiros. No entanto, durante a ligação, ela mal conseguia falar.
A gravação do atendimento mostra o esforço dos profissionais para entender o que estava acontecendo.
“Bombeiro Militar Emergência. Bombeiro Militar Emergência, tá me ouvindo? Emergência. O que aconteceu aí, senhora?”, pergunta a atendente.
Do outro lado da linha, uma resposta quase inaudível:
“O cara pulou o portão lá…”.
Percebendo que havia algo incomum, as atendentes continuaram tentando contato. Como a ligação foi interrompida e ninguém atendeu às tentativas de retorno, a equipe passou a enviar mensagens por WhatsApp. Foi por meio dessa conversa que a mulher conseguiu relatar a situação e pedir ajuda.
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Comentários (1)
Sinceramente, isso não o impede de fazer novamente, quem vai chegar em tempo de impedir a invasão?,o ideal seria tomar um choque na hora de se aproximar da vítima,aí sim teria efeito