Professor de história é agredido durante reunião sobre escola cívico-militar em Várzea Grande

Segundo boletim de ocorrência, agressão aconteceu após discussão sobre a proposta de militarização da escola.

O professor de História Thiago Moratelli registrou um boletim de ocorrência após ser agredido durante uma reunião sobre a proposta de transformar a Escola Estadual José Leite de Moraes, em Várzea Grande, em uma unidade cívico-militar. O caso aconteceu na noite dessa segunda-feira (1º).

Conforme o boletim de ocorrência, a reunião realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep) discutia a proposta de mudança no modelo da escola. Durante o encontro, uma pessoa ainda não identificada começou a discutir com o professor e a defender a implantação do sistema cívico-militar e a afirmar que Thiago não deveria estar no local. Veja vídeo abaixo:

Vídeo mostra momento em que professor é agredido durante reunião na escola. – Vídeo: Reprodução.

Ainda segundo a denúncia, após a discussão, o homem atingiu o professor com um soco nas costas. Com o impacto, Thiago caiu no chão. O suspeito foi contido por testemunhas, mas deixou o local antes de ser identificado.

Ao Primeira Página, o professor afirmou que registrou a ocorrência e que ainda não sabe quem é o agressor. “Fiz o registro, falta identificar o nome do agressor, que me atingiu pelas costas e depois fugiu do local”, disse.

O caso será investigado pela Polícia Civil.

Thiago é professor efetivo de História e atualmente está lotado na Escola Jaime Veríssimo de Campos Junior, e também atua como secretário de Comunicação do Sintep/VG. Ele também já foi coordenador pedagógico da Escola José Leite de Moraes.

Pais e alunos maiores de 16 anos foram convocados para a reunião. Veja abaixo o comunicado postado nas redes sociais:

Publicação convida pais e estudantes para reunião em escola.
Publicação convida pais e estudantes para reunião em escola. – Foto: Reprodução

Em nota, a Secretaria de Educação informou que acompanha a situação.

A Pasta esclarece que eventuais responsabilidades estão sendo apuradas pela autoridade competente, além dos procedimentos administrativos cabíveis no âmbito da Pasta.

A Seduc reforça que não compactua com qualquer forma de intimidação no ambiente escolar e seguirá acompanhando o caso dentro de suas atribuições institucionais.

Já o Sintep epudiou a agressão sofrida por um dirigente sindical durante reunião realizada na segunda-feira (2), na Escola Estadual José Leite de Moraes, em Várzea Grande.

O encontro discutia a implantação do modelo de escola cívico-militar e contou com representantes da Seduc, militares, comunidade escolar e dirigentes sindicais contrários ao processo de militarização.

Segundo a nota, o dirigente foi agredido com socos pelas costas após se manifestar durante a reunião. Ele caiu no chão e o agressor deixou o local sem ser identificado. O caso foi registrado em boletim de ocorrência, e o sindicato informou que vai acionar a assessoria jurídica para tentar identificar o autor e tomar as medidas cabíveis.

O Sintep/VG também criticou a política de militarização das escolas estaduais, afirmando que o governo usa problemas como violência, falta de estrutura e ausência de profissionais para justificar a adoção do modelo cívico-militar. A entidade defendeu a permanência de uma escola pública, gratuita, laica, desmilitarizada e democrática, e afirmou que continuará participando das reuniões para se posicionar contra a mudança.

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