Promotor paraguaio que investigava crimes na fronteira é executado em lua de mel na Colômbia
Promotor, conhecido por combater o narcotráfico, participou da prisão de Ronaldinho Gaúcho
O promotor de justiça Marcelo Pecci, que atuava no combate ao narcotráfico, crime organizado, lavagem de dinheiro, inclusive na região de fronteira com o Brasil, em Mato Grosso do Sul, foi morto nesta terça-feira (10), na Colômbia.
De acordo com o jornal local ABC, a vítima estava em lua de mel, na Cartagena, quando foi atingida por três tiros. Marcelo chegou a ser encaminhado para um centro médico, mas já sem vida.

Segundo informações do noticiário da região, duas pessoas se aproximaram em uma motoaquática e fizeram os disparos. Claudia Aguilera, esposa de Marcelo, não sofreu ferimentos. Momentos antes da morte do marido, ela havia anunciado nas redes sociais estar grávida do primeiro filho do casal.
Declaração do presidente
O presidente do Paraguai, Mario Abdo, lamentou a morte por meio das redes sociais e disse que irá “redobrar o empenho na luta contra o crime organizado”.
“Toda a nação paraguaia lamenta o assassinato covarde do promotor Marcelo Pecci na Colômbia. Condenamos com veemência este trágico acontecimento e redobramos o nosso empenho na luta contra o crime organizado. Nossas sinceras condolências às suas famílias”, escreveu.
Quem é Marcelo Pecci?
Marcelo Pecci tinha 45 anos e era especializado em combate ao crime organizado. No momento, atuava na operação “A Ultranza”, que investiga o narcotráfico e lavagem de dinheiro. Ele também atuava em investigações em Pedro Juan Caballero, que faz divisa com o Brasil e esteve na investigação do assassinato da filha do governador de Amambay, no Paraguai.
Além disso, Marcelo Pecci também esteve envolvido na investigação do caso envolvendo Ronaldinho Gaúcho, que acabou com o jogador preso no Paraguai. Na época, Ronaldinho foi acusado de ter entrado no país com passaporte falso declarando naturalidade paraguaia.
Outro caso de repercussão envolvendo um brasileiro e o promotor, foi o assassinato do jornalista Léo Veras, executado por pistoleiros em Pedro Juan Caballero. Dez pessoas foram presas na época.

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