Quadro com R$ 100 mil é encontrado em escritório de contador preso em Cuiabá
Contra o mentor do esquema, foram cumpridos duas medidas cautelares diversas de prisão, sequestro de valores no valor de R$ 5 milhões.
Um quadro com R$ 100 mil foi encontrado no escritório do contador Eduardo Martins, preso em Cuiabá nesta terça-feira (11), durante a Operação Domínio Fantasma, que investiga um esquema criminoso milionário de fraudes eletrônicas e criação de empresas de fachadas para lavagem do dinheiro adquirido com o crime.
Conforme vídeo divulgado pela Polícia Civil, o quadro estava no escritório do contador, logo atrás da mesa de Eduardo.

Como já noticiado pelo Primeira Página, 310 empresas foram abertas pelo investigado entre 2020 e 2024, das quais 182 já estavam baixadas ou suspensas.
No Instagram, Eduardo se apresentava como contador digital especializado em dropshipping, um modelo de comércio eletrônico no qual o vendedor não mantém estoque próprio. Em vez disso, ele atua como intermediário entre o fornecedor e o consumidor final) e iGaming (jogos de azar pela internet).
Nas publicações, ele ostentava diversas viagens internacionais para destinos como Paris, Dubai, Grécia, Colômbia, entre outros.
Operação
Entre as ordens judiciais cumpridas estão um mandado de prisão preventiva contra o mentor do esquema, sete de busca e apreensão, duas medidas cautelares diversas de prisão, sequestro de valores no valor de R$ 5 milhões, dois mandados de sequestro de imóveis e cinco mandados de sequestro de veículos de luxo. Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá e Sorriso.
As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), levantaram indícios robustos de que o grupo investigado se associou de forma estável para cometer os crimes, utilizando as empresas de fachada para lavar milhões de reais obtidos com as fraudes eletrônicas.
Para praticar os golpes, Eduardo Martins criava CNPJs em nome de “laranjas”, geralmente jovens de baixa renda, residentes fora de Mato Grosso, para servirem de fachada. Os CNPJs eram usados para registrar sites de e-commerce falsos, de diferentes segmentos como brinquedos, roupas e roupas masculinas, entre outros.

Os sites eram impulsionados com anúncios patrocinados nas plataformas digitais. Em um dos casos, os criminosos clonaram o site da loja de uma marca famosa no ramo de cosméticos para enganar clientes.
Vítimas de diversos lugares do país, identificadas no inquérito, compravam os produtos, pagavam via Pix ou cartão, mas nunca recebiam as mercadorias. Os sites acumulavam diversas reclamações no “Reclame Aqui”.
Leia mais
Mais lidas - 1 Morre Edson Godoy, ex-jornalista da TV Morena
- 2 Dez trabalhadores de obra do Mercado Municipal são sequestrados em alojamento em Cuiabá
- 3 Viu um dos criminosos procurados de MS? Saiba como denunciar
- 4 Bocão, Vovozona e Rapunzel: veja quem são os criminosos mais procurados de MT
- 5 Célula de facção criminosa é alvo de operação em três municípios de MT
- 1 Morre Edson Godoy, ex-jornalista da TV Morena
- 2 Dez trabalhadores de obra do Mercado Municipal são sequestrados em alojamento em Cuiabá
- 3 Viu um dos criminosos procurados de MS? Saiba como denunciar
- 4 Bocão, Vovozona e Rapunzel: veja quem são os criminosos mais procurados de MT
- 5 Célula de facção criminosa é alvo de operação em três municípios de MT





