"Que casos como esse nunca se repitam", diz família de advogada morta em Cuiabá
Segundo a família, Cristiane deixa um legado de retidão, honestidade e conduta em todas as esferas em que ela pôde ser exemplo
A família da advogada Cristiane Castrillon da Fonseca Tirloni, vítima de feminicídio nesse domingo (13) em Cuiabá, emitiu uma nota para agradecer a todos que se comoveram com o seu falecimento. Eles afirmam que a vida dela servirá de exemplo para que casos como este nunca mais se repitam.

Na nota, a família diz que a Cris, forma que sempre foi chamada por aqueles que eram próximos, deixa um legado de retidão, honestidade e conduta em todas as esferas.
Eles dizem que acreditam na Justiça e agradecem o privilégio de ter convivido com Cristiane.
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Confira a nota na íntegra:
A família da Cristiane Castrillon da Fonseca Tirloni vem a público agradecer a todos que, de certa forma, se comoveram com o seu falecimento. A Cris, como sempre foi carinhosamente chamada por seus pais, irmãos, sobrinhos, familiares e amigos, deixa um legado de retidão, honestidade e conduta em todas as esferas em que ela pôde ser exemplo: como mãe, filha, irmã, esposa, tia, advogada, consultora e, principalmente, como amiga fiel aos propósitos que sempre acreditou e trabalhou para ver cumprir.
Sobre os desdobramentos do caso, reiteramos que acreditamos firmemente na Justiça e que, com certeza, a sua vida terá servido de exemplo para que casos como este nunca mais se repitam.
Por fim, como pais e irmãos, agradecemos o privilégio que tivemos de conviver com a Cristiane ao nosso lado por todo este tempo. Temos a convicção do simples fato da Cristiane existir, já fez deste mundo melhor.
Obrigado a todos
Pais, irmãos, filhas, sobrinhos e amigos
Entenda o crime
A vítima foi encontrada morta dentro de um carro no Parque das Águas, em Cuiabá, no final da tarde desse domingo (13).
As investigações iniciaram por volta das 15 horas, após equipe da DHPP ser acionada para realizar a liberação do corpo da vítima, que foi levado pelo irmão, dando entrada na unidade por volta das 14h25, já sem vida.

Segundo as investigações, a vítima passou a tarde de sábado em um churrasco com a família e amigos e por volta das 22 horas foi com o seu carro até um bar nas proximidades da Arena Pantanal. No local, a vítima conheceu um homem com quem teria deixado o bar por volta das 23h30.
Após o fato, os familiares não conseguiram mais contato com a vítima, que também não dormiu em casa. Preocupados com o paradeiro da vítima, o irmão dela acessou um aplicativo que indicou que o celular dela estaria no Parque das Águas.
No local, o corpo da vítima foi encontrado dentro do seu veículo Jeep, já sem vida, sendo encaminhada ao hospital pelo irmão.
Com base nas informações, os policiais da DHPP deram início às diligências, chegando até o último local em que a vítima esteve antes da morte, em uma residência no bairro Santa Amália. Por meio de imagens de câmeras de segurança foi possível ver o veículo da vítima saindo do endereço, na parte da manhã, com o suspeito na direção.
Quem é o suspeito
Almir Monteiro – preso pela morte – é ex-policial militar e ingressou na corporação em 13 de novembro de 2000. Contudo, em 21 de março de 2013 foi instaurado processo administrativo para sua demissão por roubo.

A expulsão de Almir foi publicada no Boletim Geral Eletrônico n.º 1211, em 19 de março de 2015, que concordou com o relatório conclusivo do Conselho de Disciplina, que decidiu pela demissão do ex-policial.
No mesmo ano, a defesa de Almir apresentou um mandado de segurança contra a sua demissão. Na época, ele alegou que é portador de esquizofrenia, razão pela qual teria sido interditado judicialmente. Contudo, ele não conseguiu regressar à corporação.
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Comentários (1)
Acho casos como esse um absurdo .
Meus pêsames a família da advogada ?