Quem é a filha de líder de facção alvo da polícia após ostentar luxo nas redes sociais
Kauany Beatriz e o marido Guilherme Luareth são alvos de operação contra grupo familiar que estaria ligado a uma facção criminosa no norte de MT.
Kauany Beatriz, identificada como filha da foragida Angélica Saraiva de Sá – a Angeliquinha – está entre os alvos da Operação Showdown, deflagrada na manhã desta quinta-feira (5), contra um grupo familiar ligado a uma facção criminosa envolvida em tráfico de drogas, lavagem de mais de R$ 20 milhões em dinheiro e divulgação de jogos de azar na região norte de Mato Grosso.
Nas redes sociais, Kauany e o marido, Guilherme Luareth – também alvo da operação – ostentavam uma vida de luxo que, segundo a polícia, seria proveniente de dinheiro de tráfico.

Vida de luxo e tráfico
Em publicações na internet, o casal compartilha diversas viagens por regiões marítimas e até internacionais, para destinos turísticos como Dubai, Roma e Suíça.
Na legenda de uma das publicações, Kauany chegou a escrever a seguinte frase: “sendo filha de quem eu sou, vocês deveriam agradecer pela minha tranquilidade”, afirmando que o post fazia parte de uma “trend” das redes.

A suspeita se apresenta no perfil, com mais de 40 mil seguidores, como CEO de um estúdio de beleza e de uma boutique, ambos em Alta Floresta. Mas, as investigações policiais apontam que ela e o marido, além do terceiro envolvido, identificado como Paulo Felizardo (pai de Angeliquinha), fariam parte de um grupo familiar ligado a facção criminosa.
Os três são apontados como operadores financeiros do grupo criminoso, atuando na lavagem de dinheiro adquirido pelo tráfico de drogas.
O grupo é investigado, ainda, por movimentar valores incompatíveis com a renda declarada e por administrar empresas usadas para dar aparência de legalidade ao dinheiro do tráfico.
A operação, deflagrada na manhã desta quinta, contou com 31 mandados, sendo quatro de prisão, sete de busca e apreensão, seis de sequestros de veículos, quatro sequestros de imóveis, sete bloqueios de contas bancárias e três suspensões de pessoa jurídica, expedidos pela 5ª Vara Criminal de Sinop, nas cidades de Alta Floresta e Nova Bandeirantes (MT).

Lavagem de dinheiro
Com base nas apurações da Polícia Civil, o grupo familiar teria movimentado mais de R$ 20 milhões no período de 1 ano e sete meses.
Para lavar o dinheiro, os investigados usavam diversos mecanismos, como empresas de fachada nos ramos de calçado, beleza e roupas multimarcas, além de plataformas digitais e jogos de azar on-line.
O esquema também envolveria exploração de garimpo irregular na região de Alta Floresta. Sob o comando direto da filha, o pai líder da facção faria a gerência do garimpo e de um bar – que também funcionada como casa de prostituição – próximo de Nova Bandeirantes.

No local, os envolvidos ainda praticavam extorsões a garimpeiros e tráfico de drogas. O ouro, obtido na região, poderia ser utilizado como forma de ocultar e repor recursos ilegais no mercado formal, dificultando o rastreamento financeiro por parte da polícia.
Quem é a líder de facção alvo da polícia
Angélica Saraiva de Sá, conhecida como ‘Angeliquinha’, apontada como líder de uma facção criminosa em Alta Floresta (MT), é o principal alvo da Operação Showdown, deflagrada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (5), contra um grupo familiar de faccionados envolvido em crimes como tráfico de drogas, lavagem de mais de R$ 20 milhões em dinheiro e divulgação de jogos de azar na região norte de Mato Grosso.

Angélica Saraiva foi condenada, em 2025, a quase 100 anos de prisão por assassinato, ocultação de cadáver e por integrar organização criminosa. Ela seria uma das líderes do Comando Vermelho em Mato Grosso.
Ela cumpria pena na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, de onde fugiu acompanhada de outra presidiária, na madrugada do dia 17 de agosto do ano passado. Desde então, ela segue foragida e é considerada de alta periculosidade.
Angeliquinha, como ficou conhecida no mundo criminal, teria ordenado, em 2022, as mortes de:
- Jefferson Vale Paulino, de 27 anos;
- Alan Rodrigues Pereira, 36 anos;
- João Vitor da Silva, 19 anos;
- Caio Paulo da Silva, 31 anos.
Segundo o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), outras 14 pessoas teriam envolvimento nas mortes das vítimas, que foram para a cidade a trabalho em pavimentações asfálticas.
Os homens teriam sido identificados como integrantes de um grupo rival criminoso. No dia do crime, as vítimas teriam ido até a casa de um dos rapazes para, supostamente, usarem drogas. Eles foram mantidos reféns e torturados até confessarem participação na facção rival, momento em que Angélica ordenou as mortes.
O Primeira Página tenta localizar a defesa dos citados na operação.
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