Quem são os vizinhos de Ronnie Lessa na prisão em Campo Grande
Ronnie Lessa, réu pela morte da vereadora Marielle, divide a hospedagem no presídio federal de Campo Grande com criminosos bastante conhecidos, como Marcinho VP e Batman. Todos estão presos por crimes no Rio de Janeiro
Custodiado em Campo Grande, o detento Ronnie Lessa, réu pela execução da vereadora carioca Marielle, está no centro das atenções, depois de firmar acordo de colaboração premiada e delatar um conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro como mandante do assassinato, ocorrido em março de 2018. Ronnie está hospedado no presídio federal de segurança máxima, lugar que concentra homens considerados bastante perigosos, de origens distintas pelo Brasil.

O Primeira Página elaborou uma lista com algumas destas personalidades do mundo do crime, que estão recolhidas em Campo Grande, sob um sistema considerado o mais rigoroso no país.
Veja quem são:
Marcinho VP
Marcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, chegou faz pouco tempo, vindo de Catanduvas, no Paraná. Considerado um dos chefes da maior facção criminosa do Rio de Janeiro, ele chegou ao mesmo tempo em que outro bandido famoso foi embora, Fernandinho Beira-Mar, que estava na penitenciária de Campo Grande desde 2019. Marcinho VP tem mais de 50 anos de penas a cumprir.

Adélio Bispo Barbosa
O homem que atacou o ex-presidente Jair Bolsonaro, durante a campanha eleitoral de 2018, cumpre na prisão de Campo Grande medida de internação, já que foi considerado incapaz pela Justiça. Está na cidade desde quando cometeu o atentado.

José Roberto da Compensa
Tido como chefe de uma facção no Amazonas, José Roberto Fernandes Barbosa foi apontado como o mandante de um massacre ocorrido em 2017 no Compaj (Complexo Penitenciário Anísio Jobim), em Manaus, no qual 56 detentos foram mortos.

Gerson Lima Carnaúba
É integrante da cúpula da mesma facção de José Roberto da Compensa. Em 2002, participou de outro massacre no Compaj, com 12 mortos. Por esse episódio, foi condenado em 2002 a 48 anos de detenção.

Paulinho Neblina
Trata-se de Paulo Cézar Souza Nascimento Junior, o “Paulinho Neblina, de 40 anos, integrante da cúpula da maior máfia do crime já surgida no Brasil, com escritório inclusive em outros países e forte atuação na fronteira com o Paraguai. Neblina é suspeito de ter engendrado um plano de resgate do cabeça da facção, Marcos Willians Herbas Camacho. É condenado a mais de 140 anos de prisão.

Batman
Ricardo Teixeira da Cruz, o “Batman”, já passou uma temporada em Campo Grande, na década de 2010, e voltou para o presídio federal de segurança máxima em novembro do ano passado, como parte do rodízio que as autoridades promovem entre os presos de alto grau de perigo para a sociedade. “Batman” é apontado como chefe de milícia atuante no Rio de Janeiro (RJ).

Tio Arantes
José Cláudio Arantes é indicado como integrante da facção paulista dominante no crime em Mato Grosso do Sul. Ficou foragido de 2021 até setembro de 2023, quando foi capturado na Bolívia, pela Força Especial de Luta Contra o Crime. Foi um dos cabeças da rebelião mais violenta já ocorrida em Mato Grosso do Sul, no ano de 2006, no Estabelecimento Penal de Segurança máxima, em Campo Grande.

Thanos
Thiago Pereira Silva, o Thanos, foi transferido para o presídio federal de Campo Grande em agosto do ano passado, depois de ser o principal alvo da Operação Intocável, deflagrada pela Polícia Federal. Ele estava na cadeia pública de Mirassol D’Oeste (a 340 km de Cuiabá) e surgiu a suspeita de uma tentativa de resgate, para a qual já estariam mobilizados 20 homens fortemente armados. Thanos é tido como liderança negativa na massa carcerária por parte da facção surgida em São Paulo.

Regime rígido
Inaugurado em dezembro de 2006, debaixo de polêmica, o presídio federal de segurança máxima de Campo Grande é uma das cinco unidades mantidas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública no país. As outras ficam em Mossoró (RN), Catanduvas (PR), Porto Velho (RO) e Brasília (DF).
Cada unidade tem 208 alojamentos, que raramente estão todos ocupados. Não há superlotação nas cinco cadeias federais.
No sistema prisional federal, é tudo mais rigoroso. As celas são individuais, o banho tem horário específico, pois o chuveiro só é ligado naquele momento, o banho de sol é escalonado para que os presos não se encontrem nas vivências, como são chamadas as alas.
Não há acesso a televisão ou jornais. Pode-se ler nas celas, desde que sejam livros, revistas e conteúdo de cursos ou religiosos.
Os chefes do crime mais perigosos, em sua maioria, são colocados no RDD (Regime Disciplinar Diferenciado), em que o detento passa quase todo o tempo dentro da cela.
Fora o banho de sol, só são retirados do alojamento para atendimento médico e encontros com os advogados e familiares, no parlatório, separados por um parede de vidro espesso.
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