Raio-X denuncia e encomendas com emagrecedores são apreendidas nos Correios

Foram apreendidas mais de 3 mil ampolas de emagrecedores do Paraguai em pacotes despachados nos Correios

Uma operação de fiscalização realizada nos Correios de Campo Grande pela Coordenadoria Estadual de Vigilância Sanitária resultou na apreensão de uma grande quantidade de medicamentos irregulares. A ação ocorreu entre os dias 9 e 12 de janeiro. Mais de 3 mil ampolas de emagrecedores foram apreendidas.

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Emagrecedores de origem paraguaia foram apreendidos em encomendas dos Correios | (Divulgação/SES)

Durante a operação, equipes da Gerência de Medicamentos e Produtos para a Saúde analisaram 570 encomendas que haviam sido previamente retidas pelo setor de Segurança Postal dos Correios.

A retenção ocorreu após a identificação de conteúdo suspeito por meio de equipamentos de raio-X, utilizados nos dias 7 e 8 de janeiro.

A abertura dos pacotes foi realizada na presença da Vigilância Sanitária, seguindo todos os protocolos legais. Entre os materiais apreendidos estavam 3.168 ampolas de tirzepatida, 78 canetas de retratutida, além de medicamentos como semaglutida, somatropina, esteroides anabolizantes e suplementos alimentares.

Nenhum dos produtos possuía comprovação de registro, procedência ou autorização sanitária.

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Estratégia de remetentes para envio de emagrecedores

A fiscalização também identificou uma mudança na estratégia dos remetentes ilegais. Em vez de enviar as canetas emagrecedoras completas, os responsáveis passaram a despachar apenas as ampolas para abastecimento dos dispositivos, numa tentativa de driblar a fiscalização.

Ainda assim, o conteúdo suspeito continua sendo identificado pelos Correios por meio da tecnologia de raio-X.

Alerta

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) alerta que medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras”, quando adquiridos sem prescrição médica, sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou por canais informais, representam sérios riscos à saúde.

O uso inadequado desses produtos pode causar reações adversas graves, infecções, intoxicações e outros agravos à saúde da população.

As ações de fiscalização devem continuar com o objetivo de coibir práticas ilegais e garantir a segurança sanitária no transporte e na comercialização de medicamentos no estado.

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