Réu por integrar milícia, policial volta a MS após 3 anos no Nordeste

O policial aposentado Vladenilson Daniel Olmedo, de 63 anos, estava preso em Mossoró, no Rio Grande do Norte desde outubro de 2019

O policial aposentado Vladenilson Daniel Olmedo, de 63 anos, um dos réus da operação Omertà, foi transferido da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, para a Penitenciária da Gameleira II, em Campo Grande.

Ele ficou mais de três anos e meio no presídio nordestino. Em julho deste ano, começando no dia 17, tem previsão de sentar no banco dos réus para o júri pela morte de Matheus Coutinho Xavier, assassinado aos 20 anos, por engano.

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Vladenilson Daniel Olmedo, que estava preso em Mossoró e veio para Campo Grande. (Foto: Redes sociais)

Olmedo chegou à prisão da capital de Mato Grosso do Sul, conhecida como “Supermáxima”, no último dia 7 de junho, quase um mês após a Justiça Federal determinar o retorno dele a Mato Grosso do Sul, no dia 8 de maio.

Considerado de alta periculosidade, Olmedo estava preso em Mossoró, desde outubro de 2019, acusado de ser um dos gerentes da organização criminosa investigada na força-tarefa.

No mês passado, contudo, a SENAPPEN (Secretaria Nacional de Políticas Penais) se manifestou favorável ao retorno do detento ao Estado de origem, por entender que não Olmedo não “possui mais relevante potencial de desestabilizar o sistema penitenciário estadual”.

Conforme as informações obtidas pelo setor de inteligência do presídio federal, desde 2021, Vladenilson está afastado da atual liderança da organização criminosa. Os desentendimentos entre os líderes do bando teriam culminado, inclusive, na mudança de cela de Olmedo.

Vale lembrar que também estão custodiados na penitenciária federal de Mossoró, Jamil Name Filho, o “Jamilzinho”, uma das lideranças da organização e o ex-guarda civil metropolitano de Campo Grande, Marcelo Rios.

A secretaria também levou em conta relatório da CTC (Comissão Técnica de Classificação) da penitenciária federal do Rio Grande do Norte, que classificou Vladenilson Olmedo como um detento de “boa conduta disciplinar”.

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A defesa do policial aposentado reiterou o pedido de transferência, alegando a ausência dos requisitos legais para a renovação de permanência do interno no Sistema Penitenciário Federal. Já o MPF (Ministério Público Federal) opinou pela renovação do prazo de permanência do detento, no Rio Grande do Norte.

Diante dos pareceres da CTC e da SENAPPEN o juiz corregedor do presídio federal, Walter Nunes da Silva Júnior determinou a transferência de Olmedo argumentando que o “apenado já não preenche os requisitos para a renovação de sua permanência” na penitência federal de Mossoró.

“É imperioso ainda salientar que o preso não pode cumprir integralmente sua pena em recinto prisional federal, haja vista ser um regime de exceção e por prazo determinado, destinado a recolher presos de alta periculosidade e caráter diferenciado. A inclusão em presídio federal é uma medida excepcional e assim deve ser entendida. É uma medida drástica deslocar um preso da unidade em que ele está recolhido para outro local longínquo, em um país das dimensões continentais como é o caso do Brasil”, pontuou.

Pena

Vladenilson Daniel Olmedo foi condenado a 5 anos, 8 meses e 07 dias de reclusão, em regime fechado, por envolvimento na organização criminosa, chefiada por Jamil Name e pelo filho, Jamil Name Filho, que também será julgado em julho.

Em maio, a Justiça de Mato Grosso do Sul negou pedido de absolvição do policial aposentado.

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