Sargento preso com R$ 10 mil no TJMT acompanhava mulher de acusado de matar Renato Nery
Revista na unidade onde Jackson está custodiado encontrou um aparelho celular Samsung.
O sargento Jackson Pereira Barbosa, preso acusado de envolvimento no assassinato do advogado Renato Nery, em 2024, é investigado pela Polícia Civil por suposta ligação direta com o episódio em que um envelope com R$ 10 mil foi enviado, em nome do presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira, nessa quarta-feira (13).

O dinheiro foi entregue a um motorista de aplicativo pelo sargento da Polícia Militar Eduardo Soares de Moraes, que acabou preso em flagrante no mesmo dia.
De acordo com o procedimento da prisão em flagrante, no dia da entrega Eduardo estava no Fórum de Cuiabá acompanhado de Laura Kellys, mulher de Jackson. O militar disse em interrogatório que foi chamado por Laura para acompanhá-la até o Fórum, onde ela aguardaria um advogado.
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Durante a espera, ela teria pedido que ele entregasse um envelope a um motorista de aplicativo. Eduardo relatou ter percebido que se tratava de dinheiro pelo volume das cédulas, mas afirmou não ter questionado a origem ou o motivo da entrega.
Após a ausência do suposto advogado, Eduardo levou Laura até a rodoviária de Cuiabá e, em seguida, foi para a casa de sua namorada.
Simulação e dados falsos
A investigação revelou que a corrida foi solicitada pelo aplicativo InDrive em nome do presidente do TJMT, com foto e dados falsos. O motorista, desconfiado da situação e sem encontrar um destinatário no tribunal, acionou a segurança institucional, que confirmou que o desembargador não aguardava nenhuma entrega e não havia solicitado o serviço.
Revista em cela aumenta suspeitas
Enquanto o flagrante contra Eduardo era formalizado, uma revista na unidade onde Jackson está custodiado encontrou um aparelho celular Samsung no mesmo espaço em que ele se encontra. A informação inicial era de que o aparelho pertencia a outro preso, Elias Ribeiro da Silva, mas o fato de estar junto a Jackson despertou a necessidade de aprofundar as apurações.
Contexto criminal
Jackson Pereira Barbosa está preso desde 2024, acusado de participação no homicídio do advogado Renato Nery, executado a tiros em julho do ano passado. Segundo o Ministério Público, o crime teria sido motivado por uma dívida de R$ 200 mil e contou com a participação de outros policiais militares.
Prisão preventiva e continuidade das investigações
Eduardo Soares de Moraes foi autuado por falsidade ideológica e associação criminosa. A Polícia Civil representou pela sua prisão preventiva, alegando risco à ordem pública e possibilidade de reiteração criminosa, além da gravidade do modus operandi, que envolveu o nome e a imagem do presidente do TJMT.
As investigações continuam para esclarecer a origem e o destino do dinheiro, bem como confirmar se Jackson teve participação na articulação da entrega.
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