Sem despedida: família espera exames de identificação para enterrar primos
Suspeita é que Thaynara Chrystini dos Santos Silva e Carlos Henrique da Silva Souza tenham sido mortos a enxadadas
Exames da Politec (Perícia Oficial Técnica) devem identificar se os restos mortais encontrados no dia 11 de maio em Barra do Bugres, a 169 km de Cuiabá, são dos primos Thaynara Chrystini dos Santos Silva e Carlos Henrique da Silva Souza. A suspeita é que eles tenham sido assassinados a enxadadas. A família espera o resultado desses exames para enterrar os jovens.

Ao Primeira Página, a Polícia Civil informou que o exame deve oficializar a identificação dos jovens e esclarecer como eles foram mortos.
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“Os exames confirmarão se os corpos encontrados realmente são do casal de primos e poderão indicar se a causa morte foi por golpes de enxada, instrumento encontrado junto aos corpos que já estavam em avançado estado de decomposição.”, informou a delegada Renata Silva Evangelista.
Os pais dos jovens vieram a Cuiabá para colher DNA que será comparado com os restos mortais dos jovens, que já estão na Capital. A Politec informou que dois exames são importantes em casos como esses: o exame antropológico, que serve para elucidar a causa da morte, e a identificação por DNA, que podem demorar até seis semanas.
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“A condição dos corpos está exageradamente deteriorada e impõe muita dificuldade tanto na identificação da causa mortis como na identificação. A equipe de legistas da Politec já está analisando o caso e provavelmente só conseguirá identificar as vítimas com exame de DNA, que exige o confronto do material dos corpos com o dos supostos familiares, o que pode levar até quatro a seis semanas, a depender da dificuldade oferecida no procedimento”, explicou Eduardo Andraus Filho, diretor do IML de Cuiabá,
Ainda segundo a Politec, a análise dos corpos, principalmente das ossadas residuais, é que poderá determinar as causas das mortes, e também é um exame de difícil execução, que pode levar de dias a semanas. Até lá, a família dos jovens não tem um corpo para enterrar.
Investigação
A investigação segue em sigilo desde que os jovens estavam apenas desaparecidos, em 05 de abril. No entanto, depoimentos dados à polícia apontam que os dois podem ter sido alvos de grupos criminosos. Thaynara foi vista sendo abordada por um homem quando o primo se aproximou em frente a um ginásio onde ocorria um evento escolar. Depois, ambos desapareceram.
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A tia dos jovens divulgou na rede social um vídeo, antes de os sobrinhos serem encontrados mortos, com apelo às autoridades para que o caso tivesse mais atenção. Os restos mortais só foram encontrados após um dos suspeitos, que já está solto, indicar a localização dos corpos, na zona rural de Barra do Bugres.
Sobre a suspeita de que Thaynara tenha sido abordada por causa de uma foto publicada em uma rede social, a Polícia Civil preferiu não comentar. Os jovens mortos não tinham passagens criminais.
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