Senhas, cancelamentos e propina: operação mira esquema na Procuradoria de Cuiabá
Segundo a polícia, as irregularidades teriam ocorrido por meio do uso indevido de logins e senhas, com realização de lançamentos e cancelamentos irregulares capazes de afetar a arrecadação e a confiabilidade dos registros administrativos.
Três pessoas foram presas e outras 40 medidas judiciais estão sendo cumpridas nesta terça-feira (19) pela Polícia Civil de Mato Grosso durante a Operação Déjà Vu, deflagrada para investigar suposta inserção de dados falsos em sistemas informatizados da Procuradoria-Geral do Município de Cuiabá. Também são apurados indícios de corrupção e associação criminosa.
Ao todo, a Justiça autorizou três prisões cautelares, 12 mandados de busca e apreensão, nove medidas alternativas à prisão e o afastamento de três servidores públicos. Também foram determinadas quatro medidas de sequestro de bens e 12 bloqueios de valores que somam R$ 491.450,45, com o objetivo de garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos.

A ação é conduzida pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) e teve origem em denúncia encaminhada pelo próprio órgão municipal no início de 2025. Segundo a polícia, as irregularidades teriam ocorrido por meio do uso indevido de logins e senhas, com realização de lançamentos e cancelamentos irregulares capazes de afetar a arrecadação e a confiabilidade dos registros administrativos.
Manipulação de sistemas
De acordo com a investigação, o esquema envolveria a manipulação de rotinas internas do sistema da Procuradoria para favorecer terceiros. Há suspeita de pagamento de vantagens indevidas a intermediários que ofereceriam “serviços” de alteração de registros, prática que pode ter gerado prejuízos ao município.
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As ordens judiciais buscam recolher e preservar provas, especialmente em dispositivos eletrônicos e bases digitais, consideradas fundamentais para reconstituir a cadeia de operações e identificar todos os envolvidos. A polícia também solicitou providências para impedir a destruição de evidências e proteger a instrução processual.

Origem do nome
O nome Déjà Vu faz referência, segundo os investigadores, à repetição de padrões detectados durante a apuração. Lançamentos e cancelamentos apresentavam características semelhantes e recorrentes, exigindo análise técnica aprofundada e rastreamento detalhado das movimentações.
A Polícia Civil informou que novas etapas poderão ser realizadas à medida que o material apreendido for periciado e que o inquérito avance na identificação da extensão dos danos e dos responsáveis.
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