Servidor do TJMT e grupo criminoso são presos por tráfico de drogas sintéticas

Foram cumpridos nove mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão domiciliar em Cuiabá e no Rio de Janeiro.

Um grupo criminoso foi alvo da Operação Vertigem, deflagrada pela Polícia Civil, na manhã desta quarta-feira (26), para investigar um esquema de tráfico de drogas sintéticas em Cuiabá. Segundo a Polícia Civil, entre os alvos, está Rodrigo Moreira de Figueiredo, assesssor do Poder Judiciário, que já havia sido investigado em 2023, na Operação Doce Amargo.

Rodrigo Moreira de Figueiredo já havia sido investigado em 2023, na Operação Doce Amargo. - Foto: Reprodução/Redes Sociais
Rodrigo Moreira de Figueiredo já havia sido investigado em 2023, na Operação Doce Amargo. – Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Tribunal de Justiça informou que, após tomar ciência da situação, foi determinada a exoneração do servidor.

“A instituição ressalta que os fatos investigados são de natureza pessoal e não possuem relação com o exercício das funções desempenhadas no âmbito do TJMT. O Tribunal reafirma seu compromisso com a ética, a transparência e a legalidade”, diz a nota.

O Primeira Página tenta localizar a defesa de Rodrigo.

Foram cumpridos nove mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão domiciliar, deferidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias. As ordens judiciais são cumpridas em Cuiabá e no Rio de Janeiro (RJ). 

Servidor do TJMT e grupo criminoso são presos por tráfico de drogas. - Foto: Polícia Civil
Servidor do TJMT e grupo criminoso são presos por tráfico de drogas. – Foto: Polícia Civil

Investigações começaram após a Operação Doce Amargo

As investigações iniciaram em 2023, após cumprimento de ordens judiciais da Operação Doce Amargo. Na época, foram apreendidos eletrônicos e documentos relacionados à atividade criminosa na casa de Rodrigo.

Segundo a Polícia Civil, foi possível identificar uma rede de fornecedores de drogas relacionadas ao servidor. Entre os fornecedores, está o principal alvo da operação, um traficante de Cuiabá, mas que atualmente se encontra no Paraguai e enviava as drogas para a capital mato-grossense. 

Foram cumpridos nove mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão domiciliar em Cuiabá e no Rio de Janeiro. - Foto: Polícia Civil
Foram cumpridos nove mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão domiciliar em Cuiabá e no Rio de Janeiro. – Foto: Polícia Civil

Os alvos da operação estariam envolvidos na venda de drogas como ecstasy, MDMA e LSD, popularmente conhecidos como “bala”, “roda” e “doce”. A investigação também aponta a comercialização de substâncias como “loló”, lança-perfume e clorofórmio.

Com os elementos reunidos ao longo da apuração, a Polícia Civil representou pelas ordens judiciais que foram deferidas pela Justiça e cumpridas nesta quarta-feira. O objetivo é desarticular o grupo criminoso e identificar outros possíveis envolvidos na rede.

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