Skunk ultrapassa a maconha e lidera apreensões de drogas em 2025
Mato Grosso saiu de 41 toneladas de drogas apreendidas para 60 toneladas, segundo a Polícia Rodoviária Federal.
As apreensões de skunk, droga conhecida também como “supermaconha”, lideram o número de apreensões de entorpecentes em 2025, totalizando mais de 7 toneladas, segundo um levantamento divulgado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na semana passada. O montante apreendido superou a maconha que era a droga mais comum apreendida no estado.

Conforme a PRF, 2025 registrou um aumento de 45% nas apreensões de drogas em Mato Grosso em relação ao ano anterior. Em 2024, foram mais de 41 toneladas de maconha, cocaína, pasta base e skunk. No ano passado, o número subiu para quase 60 toneladas.
O superintendente da PRF, Arthur Nogueira, explicou que os principais destinos das drogas apreendidas no estado seriam os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.
Entorpecentes em lugares inusitados
As drogas apreendidas em veículos foram encontradas escondidas em diversos lugares inusitados, como em partes do motor e no para-choque. A maioria das apreensões ocorreu nas BRs 070, 163 e 364, rodovias que são “saídas” do estado.
“É o fortalecimento da equipe de inteligência e da equipe de operações com os cães farejadores”, destacou Arthur Nogueira.

Tecnologia é aliada
Segundo a Secretaria de Segurança Pública (Sesp-MT), o uso da tecnologia contribuiu muito para o aumento no número de apreensões de drogas. Em todo o estado, são mais de 15 mil câmeras espalhadas, que facilitam o monitoramento e ajudam nas investigações. O estado ainda está adquirido mais 10 mil câmeras, segundo a PRF.
“Câmeras em vários pontos do estado de Mato Grosso serão utilizadas com esses algoritmos de reconhecimento facial para que isso possa ser empregado na segurança pública”, destacou.
O secretário-adjunto de Integração Operacional, coronel Fernando Augustinho, diz que o compartilhamento de informações com outras instituições de segurança também foi fundamental no enfrentamento ao tráfico de drogas.
“Várias forças de segurança que atuam em conjunto e na troca de informações. Quando nós olhamos o indicador de apreensão de drogas, nós estamos falando de um indicador isolado, ele é um indicador sistêmico, porque a droga é capital para as facções criminosas, é dinheiro, é recurso, e esse recurso sustenta as facções criminosas, então nós impactamos direto nessa cadeia econômica que gira no mundo desse crime dessas facções”, finalizou.
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