Suspeito de enterrar cão vivo em Cuiabá fugiu para não ser linchado, diz delegado

O suspeito se apresentou à polícia voluntariamente após a morte do animal e prestou depoimento.

O delegado da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), Guilherme Pompeo, afirmou que a Polícia Civil tentou intimar diversas vezes o suspeito de enterrar vivo o cão Vivente, em Cuiabá, nessa segunda-feira (5). O animal morreu, nessa quinta-feira (8), cinco dias após o resgate.

As primeiras tentativas de intimação não tiveram êxito porque o suspeito não era encontrado em casa e o motivo, segundo a polícia, era porque ele estava com medo de ser linchado devido à repercussão do caso. No entanto, ele compareceu na delegacia nessa quinta-feira, acompanhado de um advogado.

Maus-tratos extremos: cachorro é enterrado vivo em Cuiabá. - Foto: reprodução.
Tutor que enterrou cão vivo em Cuiabá fugiu para não ser linchado. – Foto: Reprodução.

Vivente foi resgatado e iniciou o tratamento em uma clínica da capital. No entanto, ele não resistiu e morreu após sofrer duas paradas cardíacas, sob suspeita de infecção generalizada.

Após as diversas tentativas, o suspeito, de 39 anos, compareceu voluntariamente na delegacia onde prestou depoimento.

Durante o interrogatório, conforme o delegado, o suspeito negou o crime e alegou que o cachorro já tinha doenças pré-existentes. Ao acreditar que o animal já estivesse morto ainda na sua casa, ele decidiu então enterrar o cão com a ajuda de uma pessoa cujo nome não foi informado, antes de sair para trabalhar.

Cachorro enterrado vivo em Cuiabá morre após 5 dias internado
Cachorro enterrado vivo em Cuiabá morre após 5 dias internado. – Foto: Prefeitura de Cuiabá

Divergências

A versão do principal suspeito, no entanto, contraria os depoimentos da esposa e de testemunhas, que afirmaram que o investigado foi o responsável pelos maus-tratos, pela morte e pelo enterro do animal ainda com vida.

“A esposa afirma que ele matou o cachorro na companhia de outra pessoa e que, antes disso, teria dito a frase: ‘vou dar um fim nisso, vou dar um fim nele, no cachorro’”, afirmou o delegado Guilherme Pompeo.

Para esclarecer os fatos, a Polícia Civil já solicitou o prontuário da clínica veterinária que atendeu o animal após o resgate, além do laudo pericial da Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec).

“Teremos duas fontes de materialidade: o laudo da Politec e o prontuário da clínica veterinária, que indicam as condições em que o animal chegou para atendimento”, explicou.

O suspeito deve responder por maus-tratos.

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