Suspeito de incendiar casa com 2 crianças dentro teria estuprado uma delas
Segundo a polícia, mensagens enviadas por Lucas Cáceres Kempener revelaram uma personalidade ciumenta, controladora e doentia
Com a morte de Lucas Cáceres Kempener, o homem de 24 anos acusado de atear fogo na casa da ex-namorada com as duas filhas dela dentro, a Polícia Civil revelou detalhes da investigação do crime. A apuração revelou uma personalidade violenta e vingativa, além de expor atos brutais cometidos por ele contra as duas meninas, de 3 e 11 anos.
Existe a suspeita de que uma das meninas tenha sido vítima de violência sexual.

Lucas foi morto em confronto com policiais da Delegacia de Polícia de Sidrolândia – cidade em que o crime aconteceu – e do Garras (Delegacia Especializada Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) na manhã desta quarta-feira (24).
Depois de quase dois meses de investigação, a polícia reuniu provas suficientes de que ele tentou matar as duas irmãs para se vingar da ex-namorada e depois, por pensar que elas já estavam sem vida, ateou fogo à casa para esconder o crime.
Na época, Lucas chegou a ser preso, mas foi liberado na audiência de custódia.
Dessa vez, no entanto, os policiais foram à casa dele com mandado de prisão e outro de busca e apreensão. Dizem ter sido recebidos a tiros e revidado. Lucas até foi levado para o hospital da cidade, mas não resistiu aos ferimentos.

Antes do confronto
No dia do crime, as meninas foram salvas por vizinhos e Corpo de Bombeiros, ambas gravemente feridas, com traumatismo craniano e queimaduras de 3º e 4º grau. A mais velha chegou ao hospital com 80% do corpo queimado.
As duas foram transferidas para a Santa Casa de Campo Grande e os exames comprovaram que elas foram brutalmente espancadas antes do incêndio.
Em depoimento, a mãe das meninas contou que namorou com Lucas por três meses, mas descobriu que ele mantinha vídeos de pornografia infantil no celular, além de fotos íntimas suas sem consentimento, por isso, terminou o relacionamento. Mas depois disso, começou a receber ameaças frequentes.
Por áudios, o suspeito falou que a ex “iria sofrer e pagar por tudo o que fez com ele” e chegou a afirmar que estava “louco, transtornado, que teve sua vida acabada” e que a mulher podia esperar a “pior notícia chegar”.
Segundo a polícia, as mensagens revelaram uma personalidade ciumenta, controladora e doentia.
A prova disso é que antes do crime, Lucas invadiu a casa das vítimas por três vezes; pulou o muro que divide a residência com um terreno baldio. Em uma das invasões, matou o cachorro da família e jogou o corpo em um terreno abandonado.
No dia 8 de dezembro, fez uso de drogas e álcool, entrou na casa de novo.
Nesse dia, a mãe havia deixado as filhas sozinha para trabalhar no período da noite em um frigorífico. Lucas aproveitou a situação e atacou as meninas, apenas para se vingar da ex-companheira.
Ele espancou as duas e segundo a polícia, ainda há suspeita de que tenha estuprado a menina de 11 anos. Exames foram feitos para comprovar o crime, mas o resultado ainda não foi revelado. Só depois de cometer toda a violência, Lucas provocou o incêndio, situação comprovada pela perícia.
A reportagem tentou saber sobre o estado de saúde das meninas, mas a Santa Casa informou que não pode divulgar detalhes, já que as duas são menores de idade.
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