Suspeito de matar ex-jogador da Seleção de Vôlei nega crime passional e alega extorsão

Ele se apresentou na manhã desta segunda-feira (14) na sede da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Cuiabá, alegando que agiu por suposta extorsão praticada pela vítima.

O empresário Idirley Alves Pacheco, de 40 anos, suspeito de assassinar o ex-jogador da Seleção Brasileira de Vôlei, Everton Pereira Fagundes da Conceição, conhecido como Everton “Boi”, negou que o crime tenha sido motivado por ciúmes.

Ele se apresentou na manhã desta segunda-feira (14) na sede da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Cuiabá, alegando que agiu por suposta extorsão praticada pela vítima.

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Apesar das alegações do suspeito, o delegado Caio Albuquerque ainda não descarta tratar-se de crime passional. (Foto: Bárbara Siviero)

A versão foi relatada de forma informal ao delegado Caio Albuquerque, que conduz as investigações. O depoimento oficial do empresário ainda será colhido, mas a Polícia Civil trata com cautela a justificativa apresentada.

“É uma versão que ele apresentou aos policiais, de que seria uma extorsão. Mas vamos questionar no interrogatório em que consiste essa extorsão, os valores, o porquê e quem estaria envolvido. Isso não significa que a Polícia Civil vá acreditar nessa versão”, afirmou o delegado.

Apesar da alegação, o crime ainda é investigado sob a principal linha de motivação passional. A Polícia Civil apura se Everton estaria se relacionando com a ex-esposa de Idirley, o que teria despertado ciúmes e motivado o assassinato.

Emboscada e execução

Empresário armou emboscada e executou ex-jogador de vôlei, diz delegado. (Foto: reprodução)
O suspeito se entregou na manhã desta segunda-feira (14), na sede da DHPP, em Cuiabá. (Foto: reprodução)

Everton foi morto a tiros na última quinta-feira (10). Ele caiu em uma emboscada armada por Idirley, que era amigo da vítima. Conforme investigação, o suspeito pediu ajuda do ex-jogador para esconder uma caminhonete Amarock, que estava com débito e risco de busca e apreensão.

A vítima dirigia o veículo e o empresário estava no passageiro indicando o local do suposto esconderijo. Atrás deles, em outro veículo, estava a ex-mulher do suspeito e o filho do casal.

Em determinado momento, Idirley pediu que Everton parasse o carro para entregar alguns pertences do filho à ex-esposa. Ao retornar, ele entrou no banco de trás e rendeu o ex-jogador, que passou a dirigir sob a mira de uma arma de fogo.

Boi ex jogador de volei morto em Cuiaba
A vítima é ex-jogador da Seleção Brasileira de Vôlei e seria amigo de longa data do suspeito. (Foto: reprodução)

Pouco tempo depois, nas proximidades do posto Bom Clima, Idirley efetuou diversos disparos contra o ex-jogador, o que fez com que ele batesse com o carro em uma outra caminhonete.

Após isso, Idirley deixa o veículo e foge. A sua ex-esposa, contudo, acionou a Polícia Militar e informou o ocorrido.

As suspeitas da Polícia Civil são de crime passional. Eles trabalham com a hipótese de que o suspeito matou Everton por ciúmes da ex-esposa que estaria se relacionando com a vítima.

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