Trabalhador que morreu soterrado deixa mulher e filho de 7 meses

Natural de Ponta Porã, Cláudio Sanches Lopes, de 40 anos, morava no Paraguai e estava na capital a trabalho

Foi identificado como Cláudio Sanches Lopes, de 40 anos, o trabalhador que morreu soterrado em uma fazenda na saída para São Paulo, em Campo Grande, na manhã desta quarta-feira (17). Natural de Ponta Porã, o rapaz morava no Paraguai e estava na capital a trabalho. Ele deixa a esposa e o filho de 7 meses.

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Local onde a vítima foi soterrada. (Foto: Redes Sociais)

Conforme apurado pela reportagem, na fazenda onde ocorreu o acidente há um silo em construção. O rapaz estava trabalhando na construção de um túnel, que liga ao silo. A vítima estava trabalhando o cunhado, que também foi atingido pelo soterramento, mas conseguiu escapar ileso do local.

“O cenário apresentado indica que houve um desmoronamento de uma lateral do túnel”, comenta a delegada Sueili Araujo Lima Rocha, titular da 4ª DP (Delegacia de Polícia Civil) das Moreninhas, responsável pela ocorrência.

Ainda conforme a delegada, Cláudio foi retirado rapidamente de baixo da terra e há suspeita de que ele tenha sofrido lesões internas. Isso porque há indícios de que a vítima foi pressionada pela terra contra manilhas de concreto presentes na lateral do túnel. A confirmação da causa da morte, no entanto, ainda depende do laudo pericial.

Quando o Corpo de Bombeiros chegou no local, o rapaz já estava morto. A Polícia Militar também foi acionada para a ocorrência.

Conforme Sueili, o dono da fazenda será ouvido durante a investigação sobre eventuais responsabilidades pelo acidente. A reportagem esteve na fazenda nesta manhã (17), mas um advogado, representante da propriedade, não quis se manifestar sobre o caso.

“Todos serão ouvidos para se verificar se houve negligência com relação a equipamentos de segurança e poderão ser responsabilizados. A perícia técnica também esteve no local e será importante para traçar a dinâmica dos fatos e omissões com relação aos EPIs, etc”, comenta Sueili.

O caso foi registrado na 4ª DP como morte à esclarecer.

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