Tráfico por delivery: operação prende mãe, filhos e bloqueia bens em Cuiabá

Entre os alvos estão o fornecedor do entorpecente, a responsável pela comercialização, dois filhos dela, além de um distribuidor que já se encontra preso na Penitenciária Central do Estado.

Seis mandados de prisão preventiva e oito de busca e apreensão foram cumpridos nesta quinta-feira (23) contra investigados por tráfico de drogas, associação para o tráfico e integração de organização criminosa durante a deflagração da Operação Vector, em Cuiabá. A ação foi conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso para desarticular um esquema de venda de entorpecentes na modalidade delivery.

Entre os alvos das prisões estão apontados como principais envolvidos o fornecedor do entorpecente, a responsável pela comercialização, dois filhos dela que também participariam da logística de vendas, além de um distribuidor que já se encontra preso na Penitenciária Central do Estado. Uma mulher investigada segue foragida, com mandado de prisão em aberto.

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Com linguagem cifrada, tráfico delivery vira alvo da Polícia Civil. – Foto: PJCMT.

As ordens judiciais foram cumpridas a partir de investigação da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes, que apurou a atuação de um grupo com estrutura organizada e divisão de funções. Investigações dão conta de que a quadrilha utilizava entregadores como “vetores humanos” para distribuir drogas em diferentes regiões da capital, operando com fornecedores, intermediários, gerentes de área e distribuidores.

Durante a operação, equipes cumpriram mandados de busca nos bairros Três Barras, Dr. Fábio e São João Del Rey. A Justiça também determinou o sequestro e o bloqueio de contas bancárias, bens e valores vinculados a um dos investigados, como forma de interromper o fluxo financeiro da organização.

De acordo com o delegado Marcelo Miranda Muniz, responsável pela coordenação da ação, a investigação identificou o uso de linguagem cifrada para dificultar a atuação policial. Pontos de venda eram chamados de “lojinhas”, enquanto a arrecadação de dinheiro recebia o codinome de “recolhe”. As conversas monitoradas também indicam negociações envolvendo quantidades expressivas de drogas, incluindo remessas de maconha.

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Além da distribuição na capital, os investigadores apuraram tentativas de inserção de entorpecentes no sistema prisional. Os suspeitos devem responder pelos crimes previstos nos artigos 33 e 35 da Lei de Drogas (Lei nº 11.343/2006) e no artigo 2º da Lei das Organizações Criminosas (Lei nº 12.850/2013).

O nome da operação faz referência ao termo “vector”, utilizado na biologia para designar agentes de transporte e disseminação, analogia ao papel desempenhado pelos entregadores no esquema criminoso. As investigações continuam para identificar outros integrantes da rede e aprofundar o mapeamento patrimonial do grupo.

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