Trio é preso por tráfico de armas e envio de celulares para cadeias de MT
A investigação identificou um grupo com membros que dividiam as funções criminosas de traficar armas e enviar celulares para a Penitenciária Central do Estado (PCE) e penitenciária Ana Maria do Couto.
Três suspeitos de envolvimento com tráfico de armas e envio de celulares para a Penitenciária Central do Estado (PCE) e para a Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto foram presos nesta quinta-feira (26), durante a Operação Tartufo, deflagrada pela Polícia Civil, em Cuiabá e Várzea Grande.
A investigação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) e foram cumpridas três ordens de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão domiciliar.

A investigação começou em 2023, onde os policiais identificaram uma estrutura criminosa com divisão definida de tarefas entre os membros do grupo, incluindo atividades de integrantes de dentro de um dos presídios.
Membros
O principal alvo da operação atuava como coordenador das atividades do grupo, sendo responsável pelo comércio das armas, que incluía pistolas e espingardas, e também pela logística do envio de celulares para a Penitenciária Central do Estado.
O segundo integrante exercia a função de transportador dos celulares. Já o terceiro investigado, que já estava preso, controlava o raio em que estava recluso, além de ser apontado como integrante de uma facção criminosa.
A investigação também identificou o uso de um drone, sem registro na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), segundo o delegado titular da Denarc, Wilson Wcibulski. Veja abaixo:
O drone era equipado com dispositivo de garra, com registro de 67 operações de voo, diversas delas sobre a Penitenciária Central do Estado e a Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto, em horários coincidentes com os períodos de apreensão de eletrônicos das unidades.
Crimes investigados
Os alvos da operação respondem pelos crimes de comércio ilegal de arma de fogo (art. 17 da Lei nº 10.826/2003), introdução clandestina de aparelho telefônico em estabelecimento prisional (art. 349-A do Código Penal) e integração à organização criminosa (art. 2º da Lei nº 12.850/2013).
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