Veja quem são os dois presos e alvos da operação na Procuradoria de Cuiabá
Um outro ex-servidor também foi alvo de mandado de prisão, mas ainda não foi localizado. Ele, inclusive, é considerado líder do esquema e teria orientado os demais membro da organização criminosa a destruir os celulares para descartar eventuais provas.
Os dois presos na Operação Déjà Vu, deflagrada nesta terça-feira (19) pela Polícia Civil de Mato Grosso, são os ex-servidores municipais Adriano Henrique Escame de Oliveira e Matheus Henrique do Nascimento Pereira. A ação investiga um suposto esquema de inserção de dados falsos nos sistemas informatizados da Procuradoria-Geral do Município de Cuiabá, com indícios de corrupção e associação criminosa.
Um outro ex-servidor também foi alvo de mandado de prisão, mas ainda não foi localizado. Ele, inclusive, é considerado líder do esquema e teria orientado os demais membro da organização criminosa a destruir os celulares para descartar eventuais provas.

Além das prisões, a Justiça determinou uma série de medidas contra outros alvos da investigação. Entre eles estão a advogada Carolina Taques Miranda Pinheiro, o ex-servidor Denner Bezerra de Oliveira, Pedro Otávio Campos, Rafael Figueiredo Martins da Silva, Diego Henrique Aguiar Couto, Orlando Rodrigues da Silva, Wilson Luiz da Costa Marques e o assessor parlamentar Idelfonso Nilo da Silva Neto.
No total, a operação, conduzida pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), cumpre ao todo 43 ordens judiciais. Foram autorizados 12 mandados de busca e apreensão, nove medidas cautelares diversas da prisão, o afastamento de três servidores públicos, além de quatro sequestros de bens e 12 bloqueios de valores que somam R$ 491.450,45, para assegurar eventual ressarcimento ao erário.
As investigações tiveram início após comunicação feita pela própria Procuradoria no começo de 2025. De acordo com a polícia, há suspeita de uso irregular de logins e senhas para promover lançamentos e cancelamentos indevidos em registros administrativos, o que poderia ter interferido na arrecadação municipal.
Como funcionaria o esquema
Os investigadores apontam que rotinas internas do sistema teriam sido manipuladas para favorecer terceiros. Há indícios de pagamento de vantagens a intermediários que ofereciam “serviços” de alteração de dados oficiais. A prática, segundo a apuração, comprometeria a confiabilidade das informações e poderia gerar prejuízos financeiros ao município.
As medidas judiciais buscam recolher e preservar provas, com foco em dispositivos eletrônicos e registros digitais. A Polícia Civil também pediu providências para evitar destruição de evidências e garantir a integridade da instrução processual.
Padrões repetidos
O nome Déjà Vu foi escolhido em referência à repetição de procedimentos identificados durante a investigação. Lançamentos e cancelamentos apresentavam características semelhantes e recorrentes, o que exigiu rastreamento técnico detalhado para reconstruir a dinâmica das operações.
A Polícia Civil informou que novas fases poderão ocorrer conforme o material apreendido for analisado e o inquérito avance na identificação de todos os envolvidos e na mensuração dos danos aos cofres públicos.
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