Vice-cacique Kaiowá e Guarani é morto em reserva indígena de MS
A Polícia Federal esteve no local ainda durante a noite, mas, a investigação estaria sob a responsabilidade da Polícia Civil
O vice-cacique Givaldo Santos, de 40 anos, liderança Kaiowá e Guarani da Reserva Taquaperi, foi assassinado na noite de sexta-feira (1), na região entre os municípios de Coronel Sapucaia e Amambai. Segundo relatos da comunidade indígena, dois homens armados, em uma motocicleta, abordaram Givaldo enquanto ele aguardava o irmão em uma parada conhecida como Chapeuzinho, às margens da rodovia MS-289, que corta o território indígena.

De acordo com divulgado pelo Cimi (Conselho Indigenista Missionário), ao menos quatro disparos foram ouvidos e ele morreu antes da chegada do socorro.
Conforme apurado pela reportagem, ele foi morto com 3 tiros, sendo dois na barriga e um na cabeça.
A Polícia Federal esteve no local ainda durante a noite, mas, ainda segundo o Cimi, a investigação estaria sob responsabilidade da Polícia Civil.
Na manhã deste sábado (2), moradores da Reserva Taquaperi realizaram um protesto na MS-289 em repúdio ao assassinato. Durante a tarde, o corpo de Givaldo foi levado de volta à aldeia para os ritos fúnebres. O vice-cacique deixa esposa e cinco filhos.
Segundo familiares, Givaldo não possuía desavenças conhecidas nem havia relatado ameaças recentes. A esposa informou que, horas antes do crime, dois homens passaram pela residência da família procurando por “Nivaldo”. Como ele já havia saído, os suspeitos seguiram em sua direção. Após o assassinato, outras famílias da reserva relataram abordagens semelhantes feitas pelos mesmos indivíduos em busca de outros indígenas.
Lideranças afirmam que Givaldo vinha cobrando apuração de um acidente ocorrido no último dia 25 de abril, também na MS-289, que resultou na morte de dois indígenas: Rick Elison Batista Rios, de 12 anos, e Fabiano Lescano. Outros dois adolescentes ficaram feridos e permanecem hospitalizados.
A reportagem entrou em contato com a Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública), com o Ministério dos Povos Indígenas, com a Polícia Civil e Militar, e com a Polícia Federal. Até o fechamento do material não haviam retornado.
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