Delegado preso em blitz explica por que se recusou a fazer bafômetro

Posicionamento foi feito durante depoimento obtido pelo Primeira Página

O delegado responsável pela delegacia de Diamantino, que foi detido no último domingo (1º), durante uma blitz realizada em Cuiabá, explicou, em depoimento à polícia, o motivo pelo qual se recusou a fazer o teste de bafômetro.

O delegado explicou que não fez o teste do bafômetro devido ao tratamento desrespeitoso que alegou ter recebido dos agentes responsáveis pela abordagem.

O incidente ocorreu na Avenida Miguel Caetano, no Centro da capital, onde ele, que dirigia um SUV, foi parado pelos policiais.

O delegado disse que não tinha consumido bebida alcoólica e que tem dois meses que não ingere álcool. Afirmou que se recusou a fazer o teste porque achou os policiais desrespeitos com ele.

“Eu recusei a fazer o teste porque eu achei eles desrespeitosos comigo, eles me abordaram, falaram que eu estava com os olhos vermelhos, eu mostrei meu colírio Moura Brasil, eu uso lentes de contato e, junto com esse colírio, ele dá esse efeito rebote de olho vermelho, por isso que o meu olho estava vermelho até tirei a lente no momento ali e me apresentei como delegado de polícia”, argumentou.

O delegado afirmou ainda que, ao ser informado de sua autuação, questionou o procedimento adotado pelos policiais, já que, segundo ele, a abordagem deveria ter sido administrada de outra maneira.

“Perguntei qual seria o procedimento e eles me trataram de forma de desrespeitosa e um deles falou que iria me autuar e quando ele falou isso, eu falei: ‘se fosse um coronel você não autuaria’ e aí que ele levou para o pessoal mesmo e falou que ia fazer o procedimento criminal”, disse o delegado.

Essa recusa levou a sua autuação em flagrante pela Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran).

Ao recusar, o delegado pediu que fosse realizado um exame pericial no Instituto Médico Legal (IML), onde o resultado foi inconclusivo, segundo ele mesmo.

A Polícia Civil informou que a Corregedoria Geral da instituição foi comunicada sobre o ocorrido e que as medidas legais cabíveis estão sendo adotadas.

Ele foi liberado após o pagamento de uma fiança no valor de R$ 3 mil.

O Primeira Página entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública (Sesp) para obter um posicionamento sobre as alegações do delegado de que os policiais teriam sido truculentos durante a ação, mas até a publicação dessa reportagem não havia recebido retorno.

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